domingo, 2 de agosto de 2026

Ancestralidade e Inovação: Agosto Indígena ressalta o protagonismo tecnológico dos povos originários com diversas atividades no Sesc Santo André

 

Espetáculo “Ideias para Adiar o Fim do Mundo”, baseado na obra de Ailton Krenak
Foto: Clarissa Ribeiro

De 6 a 16 de agosto, projeto do Sesc São Paulo convida o público a conhecer os múltiplos significados do conceito de tecnologia para os povos indígenas

 

 

Entre os dias 6 e 16 de agosto, diversas unidades do Sesc em todo o estado de São Paulo realizam ações voltadas ao Agosto Indígena com o tema Tecnologias Indígenas. A iniciativa tem como objetivo criar espaços de visibilidade para conhecimentos de diversas etnias, propondo reflexões sobre o conceito de tecnologia que engloba tanto o universo digital quanto os métodos tradicionais e contemporâneos de manejo, subsistência, arte e ativismo político.

 

O projeto baseia-se nos saberes-fazeres dos mais de 300 povos originários do território hoje conhecido como Brasil. É o caso de diversas práticas ancestrais, como aquelas conectadas aos sistemas agrícolas tradicionais, que fazem das roças indígenas verdadeiros repositórios de biodiversidade – cultivadas com técnicas atualmente difundidas pelo termo “agrofloresta”. Além disso, as ações demonstram o mapeamento e o uso de ferramentas contemporâneas, como o audiovisual e as redes sociais, em iniciativas de valorização cultural e na defesa territorial dessas comunidades. A programação inclui atividades como exibições de cinema, bate-papos, shows, oficinas e vivências esportivas, com ações gratuitas e para diversas faixas etárias.

 

No Sesc Santo André, a oficina Teatro, Identidade e Imaginação, compartilha práticas de atuação desenvolvidas durante o processo de criação de Ideias para adiar o fim do mundo. A atividade antecede a apresentação do espetáculo, que acontece em duas sessões, e é destaque da programação na unidade. Protagonizada por Yumo Apurinã e inspirada na obra de Ailton Krenak, a montagem percorre reflexões sobre as ficções que sustentam determinadas ideias de humanidade e de Brasil. Em cena, um indígena do povo Apurinã revisita sua trajetória enquanto enfrenta questionamentos e estereótipos ainda presentes no cotidiano, em uma narrativa que atravessa memória, pertencimento e apagamento histórico dos povos originários.

 

Também integram a agenda a exibição do filme Yvy Pyte – Coração da Terra e um bate-papo com os diretores Alberto Álvares e José Cury. A unidade recebe ainda o Mapa Interativo Povos e Terras Indígenas no Brasil, desenvolvido pelo Instituto Socioambiental (ISA), dispositivo digital que reúne informações atualizadas sobre a sociodiversidade e a distribuição territorial dos povos indígenas no país. A roda de conversa Conhecendo o Brasil Indígena, com a educadora Poty Poran T. Carlos e a antropóloga Tatiane Maíra Klein, amplia esse percurso ao apresentar aspectos da diversidade de povos, línguas, territórios e modos de vida indígenas na atualidade.

 

Entre espetáculos, vivências e espaços de diálogo, o projeto propõe encontros que colocam em circulação conhecimentos e tecnologias produzidas pelos próprios povos originários, expandindo o contato com experiências e visões de mundo que seguem transformando o presente e o futuro. As atividades são majoritariamente gratuitas e a participação varia de acordo com o formato e o local de realização na unidade.

 

Para conferir a programação completa, acesse: sescsp.org.br/agosto-indigena
 

Serviço:

 

Instalação

 

Mapa de Povos e Terras Indígenas no Brasil 
Com Instituto Socioambiental
 

O Mapa Interativo Povos e Terras Indígenas no Brasil, do ISA, reúne informações atualizadas sobre mais de 270 povos indígenas e seus territórios. A plataforma de acesso livre consolida décadas de pesquisa e dados sobre a sociodiversidade indígena no país. A iniciativa amplia a visibilidade dos povos originários e contribui para a defesa de seus direitos territoriais e culturais.

 
Nos dias 1/7 (sábado), 1/8 (sábado) e 9/8 (domingo) pesquisadores do ISA estarão das 13h às 16h para tirar dúvidas e apresentar o mapa.
 Dias 6 e 7/8, quinta e sexta, das 10h às 21h 
Dias 8 e 9/8, sábado e domingo, das 10h às 19h 
Área de Convivência 
Livre - Autoclassificação 

Bate-papo

 

Conhecendo o Brasil Indígena 
Com Poty Poran T. Carlos e Tatiane Maíra Klein (ISA e CEstA-USP)

 

No Dia Internacional dos Povos Indígenas, a educadora indígena Poty Poran T. Carlos, do povo Guarani, e a antropóloga Tatiane Maíra Klein conduzem uma roda de conversa sobre a diversidade dos povos indígenas no Brasil atual. Voltada a crianças, jovens, pessoas tutoras e educadoras, a atividade aborda saberes, histórias, línguas e modos de vida indígenas. O encontro também apresenta o Mapa de Povos e Terras Indígenas no Brasil e outras fontes de informação sobre o tema.
 
Dia 9/8, domingo, das 14h às 16h 
Espaço de Tecnologias e Artes 
Livre - Autoclassificação 
Grátis - Sem retirada de ingressos.
 

Exibição

 

Yvy Pyte - Coração da Terra 
Dir: Alberto Álvares e José Cury, 2023, Brasil, 110 min., 14 anos


Em "Yvy Pyte", Alberto Alvares e José Cury traçam um percurso cinematográfico entre terras Guarani, desfazendo fronteiras físicas e simbólicas. O filme, entrelaçando sonhos, cantos e caminhos, revela a busca coletiva pelo tekoha, desafiando as imposições coloniais e revelando a ligação profunda entre espiritualidade, terra e liberdade. Palavras, cânticos e imagens aéreas costuram uma narrativa poética que desdobra a resistência Guarani e recria um mapa contracolonial.
 

Dia 8/8, sábado, às 15h30 
Teatro 
Não recomendado para menores de 14 anos 
Grátis - Retirada de ingressos com 1h de antecedência.

 

Bate-papo com os Diretores

 

Yvy Pyte - Coração da Terra

Dir: Alberto Álvares e José Cury, 2023, Brasil, 110 min., 14 anos
 

Bate-papo com os diretores de Yvy Pyte, Alberto Alvares e José Cury. Entre sonhos, cantos e imagens aéreas, o filme revela a busca pelo tekoha, articulando espiritualidade, território e liberdade, em uma narrativa poética que afirma a resistência e propõe um mapa contracolonial.
 
Dia 8/8, sábado, das 17h30 às 18h30 
Teatro 
Não recomendado para menores de 14 anos 
Grátis

 

Oficina

 

Teatro, Identidade e Imaginação: outras formas de ser e estar em cena 
Com Yumo Apurinã e João Bernardo Caldeira
 

Ministrada por Yumo Apurinã e João Bernardo Caldeira, a oficina compartilha práticas de atuação desenvolvidas durante a criação do espetáculo Ideias para adiar o fim do mundo. A atividade propõe exercícios de corpo, imaginação e composição cênica, explorando presença, escuta e processos de criação teatral. Por meio de trocas entre artistas e participantes, a oficina incentiva a experimentação e o desenvolvimento de diferentes formas de expressão em cena.
 
A participação nos dois encontros garante cortesia para assistir ao espetáculo Ideias para adiar o fim do mundo, no dia 7 de agosto, às 15h, no Teatro do Sesc Santo André.

 

Dias 5 e 6/8, quarta e quinta, das 17h30 às 19h 
Sala de Múltiplo Uso

A partir de 13 anos

Grátis - Inscrições pelo Portal Sesc SP 
 

Espetáculo

 

Ideias Para Adiar o Fim do Mundo 
Com Yumo Apurinã

 

Pela primeira vez adaptado para o teatro, Ideias para adiar o fim do mundo parte do pensamento de Ailton Krenak para refletir sobre as ideias de humanidade e de Brasil. Em cena, um indígena do povo Apurinã revisita sua trajetória e as raízes de seu povo enquanto enfrenta questionamentos e estereótipos recorrentes sobre sua identidade. A montagem aborda a violência histórica sofrida pelos povos indígenas e lança ao público a pergunta central da obra de Krenak: “Somos mesmo uma humanidade?”.

 

Dia 7/8, sexta, às 15h 
Dia 7/8, sexta, às 20h 
Teatro 
Não recomendado para menores de 12 anos 
Ingresso - R$50,00 / R$25,00 / R$15,00 
 
SESC SANTO ANDRÉ

Rua Tamarutaca, 302 – Vila Guiomar – Santo André

Telefone – (11) 4469-1200

Estacionamento: R$ 9,00 a primeira hora e R$ 3,00 por hora adicional (Credencial Plena). R$15,00 a primeira hora e R$ 5,00 por hora adicional (Outros)

Informações sobre outras programações: Sescsp.org.br/santoandre





sexta-feira, 31 de julho de 2026

Agosto no Museu do Ipiranga: programação tem lançamento de catálogo com distribuição gratuita, Jornada do Patrimônio e entrada franca

 

Agenda também inclui visitas mediada em Libras, oficina para famílias e mais uma edição do Ciclo Encontro com a Pesquisa
 

Atividade educativa no Museu do Ipiranga. Foto: Divulgação


 

O Museu do Ipiranga preparou para agosto uma série de atividades que convidam o público a refletir sobre memória, patrimônio e as transformações dos territórios urbanos. Um dos destaques é o lançamento, no dia 8, do catálogo da exposição “Liberdade: bairro plural”, que aborda a formação histórica e a ocupação da região por diferentes grupos étnicos. A ocasião contará com uma roda de conversa entre os curadores e autores Paulo Garcez Marins, Mônica Raisa Schpun, Aline Montenegro Magalhães, Francisco Andrade e David Ribeiro, com mediação da pesquisadora Monique Felix Borin. Também haverá distribuição gratuita de exemplares, sessão de autógrafos e apresentação de dança do grupo folclórico da Casa de Portugal, uma das instituições participantes da mostra.
 

O Museu participa ainda da Jornada do Patrimônio, evento já tradicional no calendário cultural da cidade de São Paulo. Nesta edição, o Museu do Ipiranga oferece entrada gratuita no domingo (16) e atividades que convidam o público a observar as transformações da paisagem do bairro e do Jardim do Parque da Independência ao longo de mais de um século. No sábado, 15 de agosto, a oficina de desenho terá como ponto de partida fotografias de diferentes momentos da história do jardim. As inscrições para a atividade estão esgotadas. Já domingo, 16 de agosto, uma visita mediada convidará o público a observar como a construção do Museu do Ipiranga e as mudanças da cidade transformaram a paisagem do bairro. A atividade é gratuita, com retirada de senha às 10h45 no acolhimento.
 

Entre as ações relacionadas à exposição temporária “Liberdade: bairro plural” estão também visitas mediadas em Libras e a oficina “Meu bairro tem história!”, na qual os participantes poderão confeccionar bandeiras inspiradas nos estandartes da Escola de Samba Lavapés, fundada em 1936 na Liberdade.
 

No dia 29, o Museu recebe a pesquisadora Viviane Soares Aguiar para mais uma edição do ciclo “Encontro com a Pesquisa”. Na palestra “Chaves nas cozinhas, chatelaines nas ruas: poderes e resistências de mulheres entre o trabalho doméstico e a vida pública”, a pesquisadora analisa objetos e fotografias do acervo do Museu Paulista para investigar as experiências de mulheres entre a vida doméstica e os espaços públicos de São Paulo. A atividade integra o segundo ano do ciclo “Encontro com a Pesquisa”, que promove encontros com pesquisadores que desenvolvem trabalhos relacionados ao acervo. A coordenação é de Ana Paula Nascimento, docente do Museu Paulista.
 

Confira a programação completa!

 

OFICINA | Meu bairro tem história

A oficina convida os participantes a criarem bandeiras inspiradas nos estandartes de escolas de samba para representar as histórias, memórias e símbolos de seus territórios. A atividade parte da trajetória da escola Lavapés fundada por Madrinha Eunice no bairro da Liberdade e propõe uma reflexão sobre identidade, pertencimento e memória coletiva por meio da arte.

Dia e horário: 2 de agosto, domingo, às 14h
Faixa etária: livre
Quantidade de vagas: 15 pessoas
Duração: 1 hora
Atividade gratuita
Ponto de encontro: Sala de exposições temporárias (Piso Jardim)
Retirada de senha 10 minutos antes da atividade

 

VISITA MEDIADA | Liberdade em disputa, memórias plurais

Visita mediada em Libras
Dia e horário: Domingos, dias 2, 9, 16, 23 e 30 de agosto, às 14h30
Faixa etária: livre
Quantidade de vagas: 10 pessoas
Duração: 1 hora
Atividade gratuita
Ponto de encontro: Acolhimento, ao lado da bilheteria (Piso Jardim)
Retirada de senha 10 minutos antes da atividade

 
LANÇAMENTO DE CATÁLOGO | Liberdade: presenças e ocultamentos de um bairro plural

Dia e horário: 8 de agosto, das 14h às 18h
Local: Auditório do Museu do Ipiranga
Atividade gratuita
Ingressos: distribuição de ingressos 1h antes
Acessível em Libras

 

JORNADA DO PATRIMÔNIO | Jardim do Museu – paisagens e retratos de uma estrutura viva: oficina de desenho com Paulo von Poser

Oficina de desenho
Dia e horário: 15 de agosto, sábado, das 9h às 13h
Faixa etária: a partir de 15 anos
Local: Ateliê 1
Atividade gratuita
Inscrições encerradas
Acessível em Libras

 

ENCONTRO COM A PESQUISA | Palestra: Chaves nas cozinhas, chatelaines nas ruas

A palestra discute, a partir de retratos de mulheres da Coleção Militão Augusto de Azevedo e exemplares de chatelaines preservados pelo Museu Paulista, como as chaves e as chatelaines fizeram parte das relações de poder entre donas de casa e trabalhadoras domésticas, mulheres brancas e negras, ricas e pobres.

Com Viviane Soares Aguiar
Dia e horário: 29/8, às 14h
Local: Auditório do Museu do Ipiranga
Atividade gratuita
Inscrições até 26 de agosto pelo site: link 
Acessível em Libras

 

SERVIÇO
Programação de Agosto
Para participar das atividades, acesse a página de Programação do site: Link

 

Museu do Ipiranga 
Endereço: Rua dos Patriotas, 100
Funcionamento: Terça a domingo (incluindo feriados), das 10h às 17h (última entrada às 16h). A bilheteria abre às 9h nos dias pagos e 10h nos dias de gratuidade.
Ingressos para as exposições de longa-duração: R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada).
Gratuidades: Quartas-feiras e primeiro domingo do mês, além de entrada franca para públicos específicos. Confira mais informações: museudoipiranga.org.br/visite/ 

Transporte público: De metrô, há três estações da linha 2 (verde) próximas ao Museu, Alto do Ipiranga (30 minutos de caminhada), Santos-Imigrantes (25 minutos a pé) e Sacomã (25 minutos a pé). A linha 710 da CPTM tem uma parada no Ipiranga (20 minutos de caminhada).

Principais linhas de ônibus: 4113-10 (Gentil de Moura – Pça da República), 4706-10 (Jd. Maria Estela – Metrô Vila Mariana), 478P-10 (Sacomã – Pompeia), 476G-10 (Ibirapuera – Jd.Elba), 5705-10 (Terminal Sacomã – metrô Vergueiro), 314J-10 (Pça Almeida Junior – Pq. Sta Madalena), 218 (São Bernardo do Campo – São Paulo).

Pessoas com deficiência em transporte individual: na entrada da rua Xavier de Almeida, nº 1, há vagas rotativas (zona azul) em 90°.

Bicicletas: para quem usa bicicleta, há paraciclos disponíveis próximos aos portões da R. Xavier de Almeida e R. dos Patriotas.

Prêmio Rádio MEC abre inscrições para edição 2026 nesta segunda-feira (3)



Obras inéditas poderão ser inscritas até o dia 13 de setembro em três categorias

A Rádio MEC abre, nesta segunda-feira (3), a partir das 19h, as inscrições para a 22ª edição do Prêmio Rádio MEC. O concurso vai receber, até 13 de setembro, obras musicais inéditas em três categorias: Música Clássica, Música Instrumental e Música para Infância. As inscrições são gratuitas e devem ser efetuadas pelo site radiomec.ebc.com.br, onde também é possível conferir o regulamento. A Rádio MEC é uma emissora da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

A iniciativa tem como objetivo revelar e divulgar gravações de obras musicais inéditas, abrindo espaço na programação da Rádio MEC para cantores, compositores e instrumentistas de todo o país. As músicas concorrentes devem ter identificação com o perfil musical da emissora. No caso das obras com letra, o idioma deve ser obrigatoriamente o português.

“A Rádio MEC nasceu de uma tradição pioneira e inovadora no rádio brasileiro. Ao realizar mais uma edição do prêmio, a emissora reafirma essa vocação de ampliar o acesso à cultura e aproximar as pessoas de repertórios até então pouco conhecidos, além de valorizar artistas de todo o país que produzem música clássica, instrumental e para a infância. O Prêmio já faz parte do nosso calendário e combina memória, criação artística, diversidade cultural e compromisso com a formação de novos públicos”, Antonia Pellegrino, presidente da EBC.

Ao todo, serão concedidos nove prêmios em três categorias. Pelo júri, as premiações são para Melhor Música Clássica, Melhor Intérprete de Música Clássica, Melhor Música Instrumental, Melhor Intérprete de Música Instrumental, a Melhor Música para Infância e Melhor Intérprete de Música para Infância. Pelo voto popular, serão três prêmios: Melhor Música Clássica, a Melhor Música Instrumental e a Melhor Música para Infância.

As músicas classificadas serão divulgadas em 25 de setembro e passarão a ser veiculadas nas programações das emissoras da Rádio MEC, de acordo com o perfil musical. A votação pela internet também começa em 25 de setembro e segue até 15 de novembro. As finalistas serão anunciadas em 18 de novembro, e as vencedoras serão divulgadas em 1º de dezembro. Além da transmissão na Rádio MEC, as músicas vencedoras serão premiadas com troféus.

 

Serviço

Prêmio Rádio MEC abre inscrições para edição 2026 nesta segunda-feira (3). Acesse radiomec.ebc.com.br, a partir das 19h desta segunda-feira (3).

domingo, 26 de julho de 2026

FITA 2026: CINEMA, JUVENTUDE E NOVAS MASCULINIDADES


No dia 8 de agosto, o Colégio Equipe recebe a quarta edição do FITA — Festival Interestudantil de Trabalhos Audiovisuais, organizado pelos estudantes do Temático de Cinema.

Desde 2023, os alunos transformam, ao longo de um dia, o espaço escolar em uma grande sala de cinema dedicada à produção audiovisual jovem. O festival busca incentivar a circulação de filmes produzidos em diferentes regiões do país, promovendo intercâmbio cultural, acesso ao audiovisual e debates sobre temas sociais contemporâneos.

Em 2026, diante do aumento de episódios de violência e ataques direcionados às mulheres, especialmente em ambientes escolares e digitais, a organização do FITA apresenta o tema “Minas na Fita — por novas masculinidades”, onde propõe uma reflexão sobre as relações de gênero e sobre formas mais sensíveis, responsáveis e respeitosas de construir as masculinidades. 

Seguida de debate com o público, a sessão apresentará filmes selecionados entre as inscrições da Mostra Oficial do FITA e dos dois concursos especiais realizados em parceria com o Festival do Minuto: “Depois do Macho” e “Mulheres que Carregam”.

No dia 8 de agosto, os alunos do Temático de Cinema do Colégio Equipe convidam toda a comunidade a prestigiar os jovens cineastas e suas produções, assim como a refletir sobre as relações de gênero que se quer construir para o futuro.


## PROGRAMAÇÃO 

13h30 - Abertura da escola, da lanchonete e da lojinha, com camisetas e ecobags do festival e da Comissão Antirracista
14h30 - Início da sessão, seguida de debate
17h00 - Encerramento e entrega do Prêmio do Público

FITA 2026
Data: 8 de agosto
Local: Colégio Equipe – Rua São Vicente de Paula, 374 – Higienópolis – São Paulo/SP

Organização:
FITA – Festival Interestudantil de Trabalhos Audiovisuais
Curso temático de Cinema (
Colégio Equipe)

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Fundaj abre inscrições para pós-graduação lato sensu



 As inscrições gratuitas para o processo seletivo da Especialização em Violência, Direitos Humanos e Políticas Públicas Inclusivas: desenho, implementação e avaliação para a gestão pública estão abertas até 30 de julho, por meio de formulário eletrônico. O curso é ofertado pela Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC), e será realizado na modalidade de educação a distância (EaD). Ao todo, são disponibilizadas 60 vagas.

 

A especialização tem como objetivo formar profissionais capazes de analisar, desenhar, implementar, financiar e avaliar políticas públicas inclusivas voltadas às populações marginalizadas, contribuindo para o fortalecimento da capacidade institucional do Estado na redução das desigualdades estruturais, com foco nas dinâmicas sociais e administrativas das regiões Norte e Nordeste do Brasil.
 

A formação é destinada a servidores públicos das esferas federal, estadual e municipal que atuem na formulação, implementação, coordenação, financiamento, monitoramento ou avaliação de políticas públicas, além de técnicos e gestores públicos, profissionais das áreas de assistência social, saúde, educação, planejamento urbano, meio ambiente e desenvolvimento territorial, integrantes de defensorias, Ministério Público, órgãos de controle, conselhos de políticas públicas e profissionais envolvidos em políticas voltadas a populações marginalizadas.
 

Com carga horária de 360 horas, distribuídas em oito disciplinas de 45 horas cada, o curso terá duração de até 18 meses, sendo 11 meses destinados às disciplinas e até sete meses para elaboração e defesa do trabalho de conclusão de curso (TCC).
 

As atividades serão realizadas em ambiente virtual de aprendizagem (AVA), administrado pela Fundaj, combinando atividades síncronas e assíncronas. No mínimo, 70% da carga horária será composta por atividades síncronas e até 30% por atividades assíncronas. As aulas ao vivo ocorrerão de segunda a quinta-feira, das 19h às 22h, enquanto as atividades assíncronas poderão ser realizadas em horários de livre escolha dos cursistas, respeitando os prazos estabelecidos.
 

Para obtenção do título de especialista, será exigida frequência mínima de 75%, aprovação em todas as disciplinas e elaboração de TCC, que será defendido em sessão pública perante banca examinadora.
 

Cotas – Das 60 vagas ofertadas, 25% serão destinadas a candidatos autodeclarados negros (pretos e pardos), quilombolas, ciganos, indígenas, pessoas trans (transexuais, transgêneros e travestis) e pessoas com deficiência. Outros 20% das vagas serão reservados para candidatos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e integrantes de famílias de baixa renda, conforme a legislação vigente.
 

A realização do curso está condicionada à matrícula de, no mínimo, 25 estudantes. A Fundaj também poderá não preencher a totalidade das vagas ofertadas.
 

Processo seletivo – O processo seletivo será composto por duas etapas: análise da carta de intenção e análise do Currículo Lattes, acompanhada da documentação comprobatória, conforme os critérios estabelecidos no edital.
 

 O cronograma completo, o edital e todas as etapas do processo seletivo estão disponíveis na página de editais da Fundaj. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail cac.pos-discentes@fundaj.gov.br ou pelos telefones (81) 3073-6707 e (81) 3073-6671, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h.

sábado, 4 de julho de 2026

PND: inscrições são prorrogadas até 10/7



Participantes devem se inscrever no Sistema PND. Prazo também foi prorrogado para solicitações de atendimento especializado e uso de nome social. Prova será aplicada em 20 de setembro
 

Foto: Fábio Nakamura/MEC


As inscrições para a Prova Nacional Docente (PND) 2026 foram prorrogadas até o dia 10 de julho e devem ser realizadas, exclusivamente, no Sistema PND. O novo prazo também vale para as solicitações de atendimento especializado e para o uso do nome social. A taxa de inscrição é de R$ 85 e poderá ser paga até 14 de julho.
 

O resultado das solicitações de atendimento especializado será divulgado em 14 de julho, com período para interposição de recursos entre os dias 14 e 16 de julho. O resultado final dos recursos será divulgado em 20 de julho.
 

A aplicação da prova está mantida para o dia 20 de setembro, e o resultado final será divulgado em 15 de dezembro.
 

Cronograma:

Inscrições: até 10 de julho.

Solicitação de atendimento especializado e uso do nome social: até 10 de julho.

Pagamento da taxa de inscrição: até 14 de julho.

Aplicação da prova: 20 de setembro.

Divulgação do resultado final: 15 de dezembro.
 

PND – A avaliação é composta por duas partes. A parte de Formação Geral Docente conta com 30 questões objetivas e uma questão discursiva, que visa analisar aspectos como clareza, coerência, coesão, argumentação e domínio da norma-padrão da língua portuguesa. Já a parte de Componente Específico tem 50 questões de múltipla escolha, voltadas para situações-problema e estudos de caso da área de formação do participante. Serão avaliadas 21 áreas de licenciatura.
 

Por meio da prova teórica do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade das Licenciaturas), a PND tem como objetivo avaliar a formação de concluintes das licenciaturas. A avaliação também subsidia parte dos processos seletivos e concursos públicos realizados nos âmbitos federal, estadual e municipal para ingresso na carreira docente da educação básica pública.

 

terça-feira, 30 de junho de 2026

Embrapa lança projeto para antecipar e monitorar riscos climáticos na agricultura brasileira

 

A Embrapa anunciou o lançamento de um novo projeto voltado à antecipação e ao monitoramento de riscos climáticos na agricultura. Intitulado Do risco à decisão: soluções inteligentes para antecipação e monitoramento de riscos climáticos na agricultura, seu início é previsto para julho de 2026 e terá duração de 48 meses. Resultado de uma Chamada Comissionada da Diretoria de Pesquisa e Desenvolvimento (DEPD), a ação será conduzida por uma rede de 39 pesquisadores e analistas da Embrapa, integrantes das equipes técnicas de 15 Unidades Descentralizadas sob liderança da Embrapa Agropecuária Oeste.

 “Queremos fortalecer a capacidade do setor agrícola brasileiro de prevenir perdas e tomar decisões mais assertivas diante de eventos climáticos adversos”, afirma o pesquisador e líder do projeto, Danilton Luiz Flumignan.

 

O projeto contará com investimento inicial de R$ 2 milhões da Embrapa e se encontra disponível para cooperação técnica e financeira. Para mais informações sobre acordos de cooperação técnica e financeira, o contato pode ser feito com o gestor de comunicação do projeto, pesquisador Éder Comunello (eder.comunello@embrapa.br).

A iniciativa tem como foco principal culturas estratégicas como soja, milho e trigo, além de outras culturas relevantes, incluindo arroz, feijão-comum, feijão-caupi, mandioca e frutíferas de clima temperado (uva e maçã). Entre os principais fatores de risco analisados estão os eventos de seca e geada, dois grandes causadores de perdas de produtividade agrícola no país.

Atuação em três frentes

O projeto tem como objetivo enfrentar o problema em três frentes principais. A primeira envolve o desenvolvimento de indicadores e metodologias para análise de risco climático, com foco em sistemas de alerta precoce capazes de antecipar eventos climáticos adversos, o que subsidiará a tomada de decisões e a mitigação de impactos. A segunda frente focará o monitoramento de perdas agrícolas, através do uso de avançados modelos biofísicos de simulação para estimar perdas reais de produtividade, permitindo acompanhar, em tempo quase real, os efeitos do clima sobre a produção agrícola nacional. Já a terceira etapa integra bases de dados, ferramentas analíticas e modelos de simulação em um ambiente digital, formando a base para aquilo que será uma futura plataforma de gestão de riscos climáticos.

 “Uma das metas é criar uma plataforma digital integrada para gestão de riscos climáticos na agricultura brasileira, fundamentada em dados e ciência. A ferramenta deverá oferecer painéis de visualização e análises que auxiliem tanto produtores rurais quanto agentes públicos e instituições financeiras”, explica Flumignan sobre os resultados esperados.

O pesquisador destaca que o projeto se propõe a atuar com uma abordagem preventiva e inteligente, antecipando crises e impactos diante de eventos climáticos. Além de apoiar o setor produtivo na adaptação e aumento da resiliência, o projeto também deverá contribuir para a otimização de políticas públicas, como seguros e crédito rural, e para o monitoramento do desempenho da economia agrícola nacional.

Segundo ele, a ação se articula com iniciativas já existentes, como o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), ampliando a capacidade de análise e resposta frente aos desafios impostos pelo clima à agricultura nacional.

 “Os eventos climáticos extremos têm imposto desafios crescentes à agricultura brasileira e exigem respostas cada vez mais baseadas em ciência, dados e capacidade de antecipação. Este projeto reforça o compromisso da Embrapa com o desenvolvimento de soluções que apoiem produtores, agentes públicos e instituições financeiras na gestão dos riscos e na construção de sistemas produtivos mais resilientes”, destaca o diretor de Pesquisa e Desenvolvimento, Clenio Pillon.

“A iniciativa reúne competências de 15 Unidades da Embrapa e integra conhecimentos em clima, solos, culturas agrícolas, modelagem e agricultura digital. Essa atuação em rede é fundamental para transformar informações qualificadas em instrumentos práticos de apoio à decisão, contribuindo para reduzir perdas, aperfeiçoar políticas públicas e fortalecer a sustentabilidade da produção agropecuária brasileira”, finaliza.



Unidades da Embrapa

Participam 39 pesquisadores de 15 Unidades da Embrapa:

• Agropecuária Oeste – Unidade líder (Dourados/MS)

• Agricultura Digital (Campinas/SP)

• Agrossilvipastoril (Sinop/MT)

• Arroz e Feijão (Santo Antônio de Goiás/GO)

• Cerrados (Planaltina/DF)

• Clima Temperado (Pelotas/RS)

• Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas/BA)

• Meio Ambiente (Jaguariúna/SP)

• Meio-Norte (Teresina/PI)

• Milho e Sorgo (Sete Lagoas/MG)

• Gerência-Geral de Pesquisa e Desenvolvimento (Brasília/DF)

• Soja (Londrina/PR)

• Solos (Rio de Janeiro/RJ)

• Trigo (Passo Fundo/RS)

• Uva e Vinho (Bento Gonçalves/RS)

 

Sílvia Zoche Borges (DRT-08223)

Embrapa Agropecuária Oeste

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