terça-feira, 5 de maio de 2026

Antecipasto resulta em disponibilidade e qualidade de pasto no inverno


Durante Dia de Campo realizado na Estância Retiro do Sertão, em Nova Alvorada do Sul, MS, em abril de 2026 (“Sistema Antecipasto e estilosantes integrando solos arenosos”), o engenheiro agrônomo Carlos Eduardo Barbosa foi enfático em dizer a produtores rurais e técnicos que em área de Sistema Antecipasto “a gente tem segurança de que terá pasto no inverno sem falha”, tanto na Estância Retiro do Sertão, onde os solos são mais arenosos, quanto na Estância Rosa Branca em Rio Brilhante, MS.

No sistema, a soja e o capim são consorciados, com uma diferença de 20 dias de plantio: a soja entra primeiro e depois o capim BRS Tamani. Outros pontos positivos são que a forrageira não compete com a oleaginosa; há redução de plantas daninhas, a palha do capim conserva água no solo, além de ser adequada a solos arenosos e argilosos.

Os animais na área do sistema têm ganho adicional de 3 a 5 arrobas/ha durante a entressafra da soja, além de maior ganho de peso diário. Segundo o engenheiro, no sistema convencional o período de pastejo é de cerca de 100 dias, já no Antecipasto esse tempo é de 150 dias.

O pesquisador Luís Armando Zago Machado, pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste, responsável pelo projeto que desenvolveu a tecnologia, disse que isso se deve pelo Antecipasto possuir mais resiliência em anos de seca severa, com formação de pasto mesmo em solos arenosos e baixa precipitação durante o outono. “Com as mudanças climáticas, o Sistema Antecipasto dá mais segurança na formação de pastagem, já que o capim é semeado numa época mais favorável que antecede a época convencional, após a colheita da soja”, garantiu.

A solução tecnológica foi validada em duas propriedades em 2020, sendo uma em Rio Brilhante e outra em Anaurilândia, MS. O Sistema Antecipasto está em três fazendas do grupo JB Apec e somam cerca de 350 hectares que iniciou juntamente com o projeto da Embrapa e hoje conta com seis anos de adoção da tecnologia. Conforme relatou Barbosa, as propriedades são integradas para cria, recria e terminação. “Em outras áreas, já tivemos falta de pasto no inverno e o que nos salvou foi o Sistema Antecipasto”, já que o capim semeado após a cultura da soja não se estabeleceu por falta de chuva.

Os pesquisadores Zago e Rodrigo Arroyo Garcia destacaram que o engenheiro Carlos Eduardo Barbosa e o agropecuarista das fazendas, Jarbas Barbosa, “foram fundamentais para validação e ajustes da tecnologia”. Carlos Eduardo agradeceu “a parceria de longa data com a Embrapa. E mais do que mudança técnica, foi uma mudança de cultura”, disse. Produtores rurais de outros estados também estão adotando o sistema desde 2024: Mato Grosso (500 hectares), Bahia (1.500 hectares) e Roraima, com expectativa de expansão nacional.

A cultivar mais utilizada hoje no Sistema Antecipasto é a BRS Tamani, forrageira que já está consolidada no mercado e apresenta bom desempenho em consórcio com a soja. “Para evitar erros, é importante usar a semente pura, sem revestimento”, salientou Zago. Além desta cultivar, são adequados a este Sistema os capins BRS Paiaguás, Aruana e Massai. Entre os critérios para a escolha da cultivar de soja estão a oferta de diversas empresas, transgenia a herbicidas, época de semeadura, população de plantas, entre outras. Segundo o pesquisador Rodrigo Arroyo Garcia, o pastejo pode ser antecipado de 30 a 60 dias, comparado ao sistema convencional de Integração Lavoura-Pecuária (ILP). “De 30 a 40 dias após a saída da soja, já é possível entrar com o gado no pasto”.

Garcia enfatizou a importância da diversificação do sistema de produção o ano inteiro para melhorar a condição natural de solos com menor potencial de armazenar água com boas práticas. “A presença do capim é fundamental, seja o [BRS Tamani] do Sistema Antecipasto, seja o da braquiária na ILP, tanto pela parte aérea quanto pela de raiz. E se entrar estilosantes também é fantástico”, disse.

O Sistema Antecipasto, segundo Garcia, também pode ser utilizado para produção de palha, em regiões onde não há pecuária e o solo com limitações, viabilizando o Plantio Direto.

Estilosantes – em uma das estações do Dia de Campo, o pesquisador Celso Dornelas Fernandes, da Embrapa Gado de Corte, falou sobre as cultivares de estilosantes Campo Grande e Bela (lançamento da Embrapa), leguminosas adequadas tanto para alimentação animal como para cobertura de solos. De acordo o pesquisador, se o estilosantes for utilizado para formação de banco de proteína, o animal não deve pastejar somente esta leguminosa. “É necessário que o animal tenha acesso a gramíneas” ou formar uma pastagem consorciada com estilosantes e capim. Ambos são opções para melhorar as condições de solo para a agricultura, principalmente em locais de solos arenosos.

Maquinário – em outra estação, foi apresentada por Cristiano Taufer, gerente da Pantanal Peças e Implementos Agrícolas, uma semeadora para sementes pequenas adequada ao Sistema Antecipasto. “Desde 2017, estamos juntos com a Embrapa no desenvolvimento do maquinário para o Sistema Antecipe. Em 2019, lapidamos as máquinas do Antecipe para o Antecipasto e buscamos parceiros para os ajustes necessários”, explicou. Segundo ele, a máquina é 100% aparafusada para ser ajustada conforme a realidade da região. “E a máquina serve não somente para o Antecipasto”, garantiu.

 

Sílvia Zoche Borges (DRT-MG 08223)

Embrapa Agropecuária Oeste

agropecuaria-oeste.imprensa@embrapa.br

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Filmes baseados em obras de Eça de Queiroz e Clarice Lispector estreiam no Brasiliana TV

 Disponível na Claro tv+, conheça as novidades de maio do streaming 100% nacional do grupo Curta!





O mês de maio chega com muitas novidades para o espectador do Brasiliana TV. Dirigido por Helvécio Ratton e baseado na obra de Eça de Queiroz, “Amor & Cia” reúne Marco Nanini, Patrícia Pillar e Alexandre Borges em uma comédia dramática ambientada na São João del-Rei do século XIX. No filme, Alves é um próspero comerciante que, ao chegar em casa mais cedo do trabalho, flagra a esposa Ludovina e o sócio Machado em uma situação suspeita. O longa venceu três candangos no Festival de Brasília, incluindo melhor filme.


Inspirado no conto “A Via Crúcis do Corpo” de Clarice Lispector, o filme “O Corpo” também integra as estreias do mês. Estrelado por Antonio Fagundes, Marieta Severo, Cláudia Jimenez e Carla Camurati, esta comédia visionária filmada no início dos anos 1990 conta a história do farmacêutico Xavier, que vive em paz com suas duas esposas. Tudo muda, porém, quando ele arranja uma amante. Com direção de José Antônio Garcia e música de Arrigo Barnabé, o filme também foi premiado no Festival de Brasília.

 

No rol dos documentários, chega à plataforma o clássico “Conterrâneos Velhos de Guerra”, do documentarista paraibano Vladimir Carvalho. O filme retrata a chegada de trabalhadores construção civil ao que viria a se tornar Brasília, a nova capital federal. Longe de idealizações, o registro destaca os desafios e os abusos sofridos por esses trabalhadores. “Conterrâneos Velhos de Guerra” venceu o prêmio especial do júri do Festival de Gramado e ainda o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA).


Fechando o mês, a pornochanchada “Pecado Horizontal” narra o reencontro de três amigos. Quinze anos depois do último encontro, eles se reúnem para ir a um casamento, mas, em vez de comparecerem à cerimônia, vão a um bar e começam a relembrar as aventuras sexuais do passado. Comédia erótica característica dos anos 1980, “Pecado Horizontal” é dirigida por José Miziara.

O Brasiliana TV é o streaming do grupo Curta! 100% dedicado ao cinema brasileiro. Com quase 500 conteúdos, o serviço está disponível gratuitamente para assinantes da Claro tv+.
 

Grupo Curta!

• O canal Curta!, linear, está presente nas residências de mais de 5 milhões de assinantes de TV paga e pode ser visto nos canais 556 da Claro tv, 75 da Oi TV e 664 da Vivo Fibra; além de em operadoras associadas à NEO.
 

• O CurtaOn, clube de documentários do Curta!, disponível no Prime Video Channels, na Claro tv+ e no site da plataforma, conta com centenas de filmes e episódios de séries documentais organizadas por temas de interesse sobre cultura e humanidades. Há também pastas especiais com novidades -- que estreiam a cada mês --, conteúdos originais, inéditos e exclusivos, biografias, além de uma degustação para quem ainda não é assinante do serviço. A assinatura tem o valor de R$ 14,90/mês.
 

• O BrasilianaTV é o novo streaming do Curta!. Distribuído gratuitamente para todos os assinantes da Claro tv+ inicialmente sem custo adicional. O serviço oferece uma ampla gama de séries e filmes brasileiros, abrangendo tanto as ficções quanto os documentários, desde os clássicos do nosso cinema até produções mais recentes.
 

• O Porta Curtas, primeiro e maior site de catalogação e exibição de curtas-metragens do Brasil, tem em seu acervo desde clássicos do cinema nacional a obras recentes que se destacaram em festivais. Para ter acesso ao catálogo, basta assinar o plano através do site oficial Porta Curtas no valor de R$ 6,90/mês. Assinantes Claro tv+ têm acesso gratuito a todo o acervo.
 

• O CurtaEducação, plataforma de streaming que une educação e entretenimento para promover ciência e cultura por meio do audiovisual. No site, as obras são classificadas por disciplinas e etapas de ensino, e são acompanhadas por ferramentas pedagógicas e materiais didáticos complementares.

Parlapatões apresentam “dito e feito”




O mais novo espetáculo do grupo feito para as crianças entra em temporada no Espaço Parlapatões com entrada gratuita

 

E se uma trupe de palhaços mergulhasse num universo muito singular (e fofo), como o dos bebês? dito e feito! O mais novo espetáculo dos Parlapatões foi feito para as crianças (é também sobre elas), mas para divertir toda a família. O grupo faz temporada de “dito e feito” com entrada gratuita no Espaço Parlapatões, no Centro da capital, até 10 de maio.
 

O mundo delicado e divertido dos bebês é o enredo central de “dito e feito”. O espetáculo, com trilha sonora do Wem (Tiquequê), explora as descobertas, brincadeiras, etapas do desenvolvimento e emoções dos pequenos.

O ponto de partida para criar a encenação foi a observação atenta de mães e pais com seus bebês. A partir disso, o grupo percebeu que o palhaço pratica os mesmos princípios: curiosidade, presença, jogo e a invenção a partir do agora. O resultado é uma apresentação onde esses universos se cruzam, gerando boas gargalhadas, principalmente pela identificação de todos com as situações vividas.

 

Voltado para toda a família, mas com foco nas crianças, os Parlapatões buscam retratar o lado cômico do comportamento dos bebês, usando uma linguagem direta e com pouca dependência da expressão verbal, que cria rápida conexão com o público de todas as idades.

 

A dramaturgia criada por Hugo Possolo, explora não só os aspectos das etapas na vida dos bebês, mas traz ainda momentos significativos para os adultos, sobre permitir as descobertas da primeira infância e como as brincadeiras podem estimular o desenvolvimento dos filhos, tudo com a ludicidade da arte da palhaçaria e momentos de interação com o público.

 

É um reflexo de como nós, humanos, iniciamos nossa compreensão do mundo, com o objetivo de rirmos das nossas incapacidades básicas e identificar a beleza de nossas imperfeições”, diz Hugo, que complementa: “Estamos preparando várias ações de comemoração dos 35 anos do Parlapatões, a temporada de ‘dito e feito’ é uma delas".

 

Os Parlapatões comemoram em 2026, 35 anos de atividades, com 71 espetáculos realizados. Além de marcar presença na cena contemporânea como palhaços, realizam diversos espetáculos dedicados às crianças, entre estes o premiado “Os MequetrefE” e o Circo Roda, que durante oito anos renovou a cena circense.

 

A temporada recebe grupos fechados de alunos de escolas públicas, apresentações que serão realizadas em datas extras às dedicadas ao público geral.

Vale conferir “dito e feito”, um espetáculo delicado, divertido e cheio de afeto. Projeto contemplado pela 21ª Edição do Prêmio Zé Renato de Teatro - Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa.

 


SERVIÇO:

Temporada espetáculo: ‘dito e feito’
Grupo Parlapatões
Datas: 9 e 10 de maio (sábado e domingo)
Horário: 16h
Local: Espaço Parlapatões
Endereço: Praça Franklin Roosevelt, 158 - Consolação - São Paulo
Duração: 60 minutos
Classificação: Livre
Capacidade: 96 lugares
Ingressos: entrada gratuita (retirada no local com 1h de antecedência)

 

 

FICHA TÉCNICA

Espetáculo: dito e feito

Roteiro e Direção: Hugo Possolo

Elenco: Alexandre Bamba, Fábio Neppo, Hugo Possolo e Tadeu Pinheiro.

Trilha sonora: Wem

Iluminação: Miló Martins

Cenografia e figurinos: Hugo Possolo

Execução dos figurinos: Ana Júlia Rodrigues e Pablo Azevedo

Adereços: Hugo Possolo, Rodrigo Bella Dona, Benedito Teixeira e

Agentemesmoqueimandoodedonacolaquente

Operação de som: Deivison Nunes

Operação de luz: Benedito Teixeira

Fotos: Luiz Doroneto

Designer Gráfico: Werner Schulz

Coordenação de produção: Cristiani Zonzini

Produção executiva: Manoela Flor

Realização: Nada de Novo Produções Artísticas / Parlapatões

 

Mais informações sobre o Parlapatões:
Redes sociais @parlapatoes

quinta-feira, 23 de abril de 2026

RÁDIO CULTURA BRASIL CELEBRA O DIA NACIONAL DO CHORO COM PROGRAMAÇÃO ESPECIAL

 

 


EMISSORA DESTACA CLÁSSICOS E GRANDES NOMES DO GÊNERO NA QUINTA-FEIRA (23/4), COM ATRAÇÕES DEDICADAS À HISTÓRIA E À RENOVAÇÃO DO CHORO

 

Na quinta-feira (23 de abril)Dia Nacional do Choro, a Rádio Cultura Brasil apresenta uma programação especial dedicada ao gênero, destacando intérpretes, compositores e obras que marcaram sua trajetória.
 

Às 13h, a série Contando o Choro, produzida pela emissora nos anos 1990, traz como convidado o flautista Altamiro Carrilho. Virtuose, compositor e produtor, o músico relembra nomes com quem conviveu, como Benedito Lacerda, Jacob do Bandolim, Waldir Azevedo e Pixinguinha, a quem define como “o maior de todos”. Ele também ressalta a importância de Callado, Ernesto Nazareth e Chiquinha Gonzaga. Ao longo do programa, Altamiro compartilha histórias de bastidores e interpreta clássicos como “Corta-jaca”, “Brasileirinho” e “Gargalhada”.
 

Às 18h, o De Volta pra Casa, em conjunto com a Rádio Cultura FM (103,3 MHz), dedica seu repertório ao choro, reunindo intérpretes de diferentes gerações, como Jacob do Bandolim, Baden Powell, Hamilton de Holanda, Armandinho Macedo e Zé Paulo Becker. A seleção inclui clássicos como Odeon e Tico-tico no fubá, além de obras que evidenciam a permanente renovação do gênero.
 

Em entrevista à Rádio Cultura nos anos 1990, o flautista Altamiro Carrilho afirmou: “o choro é a música mais importante do Brasil. Não existe nada mais importante. Tomem nota, isso vai ficar por muitas gerações, porque quem toca choro, pode dizer eu toco qualquer gênero de música. O músico que consegue tocar choro, pode dizer, eu sou músico! É assim que eu defino o choro”.
 

Sobre

O choro surgiu no Rio de Janeiro na segunda metade do século XIX. Para o pesquisador e crítico José Ramos Tinhorão, “o choro aparece não como gênero musical, como forma de tocar. Sua origem, portanto, está no estilo de interpretação que os músicos populares do Rio de Janeiro imprimiam à execução das danças de salão europeias”. Não é à toa que os “chorões” são considerados músicos talentosos. Desde sempre.

O Dia Nacional do Choro foi instituído para homenagear um dos grandes nomes do gênero, Alfredo da Rocha Vianna Filho, Pixinguinha, nascido nesse dia no ano de 1897.

 

Serviço

Rádio Cultura Brasil
Dia Nacional do Choro – programação especial
Quinta-feira, 23 de abril de 2026

Contando o Choro, às 13h — Altamiro Carrilho (acervo)
De Volta pra Casa, às 18h — apresentação de Gilson Monteiro
 

FM – 77,9 MHz
AM – 1.200 kHz
TV aberta – Canal 2.5
www.culturabrasil.com.br
App: Cultura Play

 

quarta-feira, 18 de março de 2026

Biblioteca Ricardo Ramos recebe o Rosas Periféricas com o espetáculo Ladeira das Crianças - TeatroFunk

 

Foto de Andressa Santos

 

Fundado na zona leste de São Paulo, há 17 anos, e indicado ao Prêmio Shell de Teatro 2023 na categoria Energia que Vem da Gente, o Grupo Rosas Periféricas apresenta o espetáculo infantojuvenil Ladeira das Crianças - TeatroFunk, com entrada gratuita, na Biblioteca Ricardo Ramos (Vila Prudente), no dia 25 de março, quarta, às 14h, integrando o programa Biblioteca Viva, ocorre.

Concebido no formato teatro de rua, Ladeira das Crianças - TeatroFunk é livremente inspirado nos livros O Pote Mágico e Amanhecer Esmeralda, do escritor marginal-periférico Ferréz, que inova na estética ao colocar a linguagem musical do funk como “parceiro” na estética. O enredo traz o bonde da ladeira, onde tem criança que sonha em ser DJ, menino curioso para saber o que há dentro do pote, menina de cabelo de nuvem; tem criança igual a todo mundo que foi criança um dia e morou na periferia. As histórias de crianças periféricas ganham a cena e revelam seus desejos e sonhos, embalados pelo ritmo do funk.

 

Além dos temas adaptados dos livros, a dramaturgia é recheada de memórias pessoais dos integrantes do grupo e com narrativas das crianças do Parque São Rafael e Jardim Vera Cruz. Percebendo a forte presença desse som no cotidiano infantojuvenil, o Rosas Periféricas acessa esse público por meio do funk, com o ritmo, os beats, o passinho e as rimas, aproximando uma arte não tão popular na periferia (o teatro) de outra totalmente popular (o funk). Como contar quem são as crianças da sua periferia? Como cantar quem são elas? Refletindo sobre a identidade da criançada periférica e sobre os bens culturais do território acessado na fase infantojuvenil, Ladeira das Crianças - TeatroFunk estreou em 2019. O texto e a direção é assinada conjuntamente pelo Grupo Rosas Periféricas. No elenco, Gabriela Cerqueira, Michele Araújo, Paulo Reis, Monica Soares e Rogério Nascimento.

 

Grupo Rosas Periféricas

 

Grupo atuante na Zona Leste, o Rosas Periféricas iniciou suas pesquisas teatrais em 2008, consolidando-se como um grupo no ano seguinte. São artistas e educadores(as) que investigam linguagens cênicas ancoradas em processos de criação em equipe. Os temas vêm do que ronda as periferias onde vivem. Com sede no Parque São Rafael, seu repertório traz os espetáculos: Vênus de Aluguel (2009), com temporada no Teatro X; A Mais Forte (2010); performance Fêmea (2012); Rádio Popular da Criança (2013); Narrativas Submersas (2014), cortejo que abre a Trilogia Parque São Rafael; Lembranças do Quase Agora (2015), segundo ato; Labirinto Selvático (2016), que fecha a Trilogia; e Ladeira das Crianças - TeatroFunk (2019), infantil que marcou os 10 anos do grupo. Desde 2018, realiza em sua sede o Sarau da Antiga 28, que troca conversas, música e versos com artistas e mestres, além de ter o microfone aberto para a comunidade exercitar a expressividade. Por várias vezes, foi contemplado em editais da cidade e do estado de São Paulo. Já se apresentou em unidades do Sesc São Paulo, Casas de Cultura, Fábricas de Cultura, praças e ruas; participou do Festival Internacional de Teatro de Setúbal (Portugal) e da Ocupação Decolonialidade: Poéticas da Resistência (Teatro de Arena Eugênio Kusnet). Realizou o projeto Rosas Faz 10 Anos - Memórias de Um Teatro Maloqueiro (2020-2023), que incluiu livro biográfico e documentário. Foi indicado ao Prêmio Shell de Teatro 2023 - categoria Energia que Vem da Gente, pelo conjunto da obra de 15 anos de teatro nas periferias.

 

Serviço

 

Biblioteca Viva

Infantojuvenil: Ladeira das Crianças - TeatroFunk

Com Grupo Rosas Periféricas

Entrada gratuita. Duração: 55 min. Classificação: Livre.

 

25/03 - Quarta

14h - Biblioteca Ricardo Ramos

Praça do Centenário de Vila Prudente, 25 - Vila Prudente. SP/SP. 03132-050.

 

27/03 - Sexta

11h - Biblioteca Narbal Fontes

Rua Conselheiro Moreira de Barros, 170 - Santana. SP/SP. 02018-010.

15h - Biblioteca Pedro Nava

Av. Engenheiro Caetano Álvares, 5903 - Mandaqui. SP/SP. 02413-100.

Pivetti leva a série “Cotidiano” à Expo Arte SP e amplia presença no mercado artístico paulista

 Artista carioca apresenta seis obras na 45ª edição da feira, nos dias 28 e 29 de março, no Solar Fábio Prado, consolidando sua expansão no circuito de arte contemporânea

 

 

Foto: Divulgação_Pivetti

 

O artista visual carioca  Pivetti participa da próxima edição da Expo Arte SP, que acontece nos dias 28 e 29 de março de 2026, no histórico Solar Fábio Prado, em São Paulo.

 

Reconhecida por valorizar artistas independentes e ampliar o acesso à arte contemporânea, a feira reúne criadores de diferentes linguagens em um ambiente que promove conexão direta entre artistas, público e mercado.

 

Para a ocasião, Pivetti apresenta a série completa “Cotidiano”, composta por seis obras em acrílica sobre canvas“Engolindo Sapo”“Drag King”“Feito de Palhaço”“Cabra da Peste”“Mente Vazia” e “O Rei Foda-se”. As obras possuem forte presença gestual, traço urbano marcante e construção simbólica intensa, características que vêm consolidando a identidade visual do artista. Cada peça possui tiragem limitada de dez unidades, reforçando o caráter autoral e colecionável da série.

 

A coleção investiga o impacto emocional da vida nas grandes cidades. Pressões sociais, conflitos internos, vícios emocionais e a necessidade constante de adaptação ao ritmo acelerado da vida contemporânea aparecem nas narrativas visuais das obras. Com linguagem direta e estética urbana, a série propõe um diálogo imediato com o público, convidando o espectador a reconhecer nas telas experiências universais do cotidiano.

 

“Levar a coleção completa para São Paulo consolida essa pesquisa como um corpo de trabalho mais maduro e estruturado. São obras que nascem de experiências reais e de tudo o que observo ao meu redor. Sem essa vivência urbana e emocional, minha produção não existiria da forma que existe”, afirma Pivetti.

 

O artista destaca que o público encontrará na feira um espaço expositivo com múltiplas camadas de leitura. “Minhas obras têm significados claros, mas também permitem diferentes interpretações. A sensação que busco provocar é identificação. Todos, em algum momento, já se sentiram pressionados, sobrecarregados ou em conflito interno. Essa conexão emocional cria um diálogo imediato entre a obra e o espectador”, explica.

 

Vivendo um momento de crescimento consistente na carreira, Pivetti vê a participação na Expo Arte SP como um passo estratégico para fortalecer sua presença no mercado paulista e ampliar o alcance de sua produção artística.

 

“Participar da feira representa uma porta de entrada importante para o mercado de arte em São Paulo, que é um dos mais relevantes do país. Estar presente nesse circuito amplia as possibilidades de diálogo, de circulação das obras e de consolidação do meu trabalho”, afirma.

 

Expor no Solar Fábio Prado, um dos espaços culturais mais tradicionais da capital paulista, também tem significado especial para o artista. O casarão histórico é reconhecido por receber exposições, eventos culturais e iniciativas voltadas à valorização da produção artística contemporânea.  Durante os dois dias de evento, Pivetti pretende estar presente no espaço expositivo para interagir diretamente com visitantes e colecionadores. “A arte não termina na tela. Ela continua no diálogo que surge a partir dela”, conclui.

 

Além da participação na Expo Arte SP, o artista prepara uma inserção de obras na galeria Favela Arte e uma futura exposição no Jockey Club de São Paulo ,iniciativas que reforçam sua expansão e presença crescente na cena artística da cidade.

 

Serviço:

45ª Edição da Expo Arte SP

Local: Solar Fábio Prado

Endereço: Av. Brigadeiro Faria Lima, 2705Jardim Paulistano/ SP

Dias: 28 e 29  de março de 2026

Horário: 12h às 19h

Entrada: Gratuita

Telefone: 11 3026-3900

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

OFICINA COM ALÍCIO AMARAL CELEBRA O CAVALO MARINHO NO JAMBU GALPÃO



 Do Fundo da Roda ao Pé do Banco! Corporeidades e Sonoridades do Cavalo Marinho” é a oficina conduzida pelo multi-artista Alício Amaral, que acontece nos dias 27, 28 e 29 de janeiro, das 13h às 17h, no Jambu Galpão, espaço localizado na Vila Romana, bairro da Zona Oeste de São Paulo. Grátis.

Parte do projeto “A Ilha”, da Jorge Garcia Companhia de Dança, a oficina propõe uma investigação aprofundada das corporeidades, sonoridades e diferentes qualidades de energia, que atravessam a Brincadeira Tradicional do Cavalo Marinho da Mata Norte de Pernambuco. A partir da relação entre corpo, ritmo e jogo, serão trabalhados os diversos trupés (passos) e as evoluções coreográficas, com atenção à biomecânica das ações, ao pulso rítmico e ao rito do brinquedo.

O percurso formativo inclui a introdução às toadas e loas, a improvisação de versos, os estudos rítmicos e a investigação da relação corpo–música–espaço. Será abordada a dança-jogo do magúio (mergulhão), bem como o estudo de algumas figuras mascaradas, suas corporeidades, modos de presença e dinâmicas de relação-ação com a cena.

A oficina contempla ainda os aspectos rituais e simbólicos da brincadeira, compreendendo o Cavalo Marinho como um sistema cênico-musical complexo, no qual dança, música, jogo e celebração se entrelaçam de forma indissociável. Paralelamente à prática, será apresentado material teórico e reflexivo sobre a Dança Tradicional, a partir de registros de campo realizados pelo condutor, de textos e livros publicados e de sua experiência acumulada ao longo de 29 anos de pesquisa e convivência com o brinquedo.

A oficina é aberta a artistas da dança, teatro, audiovisual e interessados na cultura popular brasileira, e as inscrições, gratuitas, podem ser feitas pelo link https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfJ2_nosdAapCOUU0_LM0Xb4X67ndElT4hzL5Wghdl4DKs1hA/viewform?usp=dialog

O Projeto “A Ilha” foi contemplado pela 38ª Edição do Programa de Fomento à Dança para a cidade de São Paulo – Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa.

Um pouco de Alício Amaral

Ator, multi-instrumentista, dançarino, rabequeiro, diretor musical, pesquisador em teatro, música, dança e nas tradições cênicas populares brasileiras, Alício Amaral é fundador, junto com  Juliana Pardo, da Cia. Mundu Rodá (2000), contemplada pelas 32ª e 36ª Edições de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo. Ao longo de mais de 25 anos de pesquisa, tem contribuído para um movimento das artes brasileiras contemporâneas, que se pensam para além dos padrões eurocêntricos de criação e modos de produção. Integra a equipe permanente de mestres da ISTA - International School of Theatre Anthropology, criado por Eugênio Barba (Odin Teatret – Dinamarca). É o pesquisador-organizador do livro "Mestre Inácio Lucindo - Uma Vida Vivida e Envolvida no Cavalo Marinho Estrela do Oriente (PE)”, lançado em 2025, com apoio do Edital Funarte Retomada 2023 - Dança.

Insta: @munduroda e   @alicio.rabeca


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Serviço:

Oficina “Do Fundo da Roda ao Pé do Banco! Corporeidades e Sonoridades do Cavalo Marinho” - com Alício Amaral.

📅 Dias: 27, 28 e 29 de janeiro (3ª, 4ª e 5ªfeira)

⏰ Horário: das 13h às 17h

📌 Local: Jambu Galpão📍 Endereço: Rua Marco Aurélio, 564 – Vila Romana – São Paulo/SP

👥 Vagas limitadas | Público: dança, teatro, audiovisual e interessados na pesquisa da cultura popular.

👉 Inscrições  até 24/1 pelo link.

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfJ2_nosdAapCOUU0_LM0Xb4X67ndElT4hzL5Wghdl4DKs1hA/viewform?usp=dialog

GRÁTIS



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