quarta-feira, 6 de maio de 2026

Capacitação técnica fortalece conservação de cavernas no Brasil, com curso do ICMBio no Pará


6º Curso de Espeleologia e Licenciamento Ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade será realizado em Parauapebas (PA)
 

 

Do dia 5 a 8 de maio, o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (ICMBio/Cecav) realizará em Parauapebas (PA) o 6º Curso de Espeleologia e Licenciamento Ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. A iniciativa tem como propósito fortalecer a capacidade técnica de profissionais das instituições integrantes do Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama), responsáveis pela análise de empreendimentos e atividades potencialmente impactantes às cavidades naturais subterrâneas e suas áreas de influência. Para esta edição, foram convidados profissionais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
 

O curso integra as ações voltadas para aprimorar os instrumentos de gestão ambiental do patrimônio espeleológico no âmbito do licenciamento ambiental e é considerado estratégico para a implementação do Programa Nacional de Conservação do Patrimônio Espeleológico (PNCPE), Portaria MMA 358/2009, em especial no que se refere ao fortalecimento institucional, à integração de ações setoriais e à qualificação técnica dos órgãos ambientais.
 

“O curso foi estruturado para integrar teoria e prática, tratando desde os princípios básicos da espeleologia até sua aplicação direta no licenciamento ambiental. O conteúdo percorre o histórico e os instrumentos legais, os conceitos essenciais e o funcionamento dos sistemas cársticos, além de discutir as potencialidades e vulnerabilidades das cavernas, os principais impactos sofridos por esses ambientes, as medidas de mitigação e as etapas dos estudos espeleológicos exigidos nos processos de licenciamento”, afirmou o coordenador do ICMBio/Cecav, Jocy Cruz.
 

Para as aulas, foram desenvolvidos conteúdos específicos voltados à análise técnica de estudos espeleológicos, incluindo prospecção, espeleometria, geoespeleologia, biologia subterrânea, monitoramento ambiental e interpretação da legislação aplicável.
 

O curso contempla, ainda, uma atividade prática de campo, destinada à consolidação dos conteúdos abordados e ao desenvolvimento de competências aplicadas à realidade do licenciamento ambiental.
 

Sobre o local definido para a realização do curso
 

Parauapebas está localizado no sudeste do estado do Pará, na região amazônica, sendo

conhecido por abrigar a Floresta Nacional (Flona) de Carajás, uma das áreas mais relevantes do país em termos de biodiversidade e geodiversidade, além de atividades minerárias.

 

A Flona de Carajás abriga a maior concentração de cavernas em formação ferrífera do Brasil, com mais de 1.500 cavidades catalogadas. Na unidade de conservação federal, são realizadas ações de pesquisa científica, conservação, visitação e proteção, destacando-se as pesquisas envolvendo o gavião-real, a arara-azul grande e as atividades de observação de aves.

Olhar de Cinema - Festival Internacional de Curitiba divulga programação da 15ª edição

 

Longa-metragem "Yellow Cake" tem estreia nacional na Ópera de Arame, durante a abertura. Ao todo serão mais de 70 filmes espalhados pela capital paranaense

  
"Yellow Cake" é o filme de abertura do 15º Olhar de Cinema - Cred Divulgação | Drive de Imprensa

 

O Olhar de Cinema - Festival Internacional de Curitiba, um dos principais eventos dedicados à sétima arte no Brasil, apresenta a programação de sua 15ª edição. O festival ocorre de 4 a 13 de junho e contará com sessões em espaços culturais importantes da capital paranaense, sendo o MON - Museu Oscar Niemeyer (Auditório Poty Lazzarotto), a Ópera de Arame, o Cine Passeio, a Cinemateca, e o Teatro da Vila. 

“Esta edição marca o amadurecimento e a concretização do Olhar de Cinema como um dos principais eventos voltados ao segmento do Brasil e com um crescimento de público constante. São 15 anos de programações pensadas por meio de um olhar aguçado e que busca fugir do comum, com títulos vindos de todo o mundo e que mostram a importância das especificidades das variadas artes de como fazer cinema, com produções apresentadas anos antes de sua circulação nacional e uma grade voltada a diferentes idades”, comenta Gabriel Borges, co-diretor artístico do Olhar de Cinema. 

“O Olhar promove diferentes olhares sobre determinado segmento, pauta, idade, direção ou estilo de produção”, completa Antonio Gonçalves Jr, diretor geral do festival. 

Para este ano, o evento anuncia mais de 70 filmes em sua programação, entre curtas e longas-metragens, que estão divididos nas mostras Competitiva BrasileiraCompetitiva Internacional, Novos Olhares, Mirada Paranaense Sanepar, Exibições Especiais, Olhares Clássicos Cine Passeio, Olhar Retrospectivo, Pequenos Olhares, Filme de Abertura e Encerramento

Os ingressos estarão à venda a partir do dia 12 de maio, com valores que vão de R$8 (meia-entrada) a R$16, disponíveis pelo site oficial: www.olhardecinema.com.br. O Olhar de Cinema ainda contará com sessões gratuitas no Teatro da Vila, no CIC e algumas sessões no MON.

 

Filme de abertura

O longa-metragem que abrirá a edição 2026 do Festival Internacional de Curitiba é o “Yellow Cake”, filme de Tiago Melo, que retrata as consequências de um experimento conduzido por cientistas estrangeiros que tentam erradicar o mosquito Aedes aegypti com o uso de urânio. Quando o experimento falha, uma pesquisadora brasileira precisa, com a ajuda de garimpeiros locais, conter o desastre antes que seja tarde demais. A produção é estrelada por Rejane Faria (“Marte Um”) Tânia Maria (“O Agente Secreto”).

A exibição ocorre na Ópera de Arame em uma tela especial de mais de 400 polegadas montada especialmente para a sessão e para um público de cerca de 1.500 pessoas. 

Confira todos os filmes que fazem parte da 15ª edição do Olhar de Cinema - Festival Internacional de Curitiba

Mostras Competitivas

As produções selecionadas para as Mostras Competitivas, tanto a Internacional quanto a Brasileira, concorrem pelos prêmios de Melhor Filme, Direção, Roteiro, Atuação, entre outros, concedidos pelo Júri, além das premiações do público, responsável por eleger o Melhor Longa e Melhor Curta nas duas mostras. 

Competitiva Brasileira - Longas

Oito longas-metragens integram a Competitiva Brasileira neste ano. São eles: 

- “A Noite e os Dias de Miguel Burnier” (Dir. João Dumans| Brasil | 2026 | 80’) - Convivendo com o tédio e a falta de oportunidades, abraçados ao álcool como único companheiro das noites e dos dias, um grupo de amigos se esforça para levar a vida adiante num pequeno distrito minerário do interior do Brasil.

- “Adulto/Homem” (Dir. Pedro Diógenes | Brasil | 2026 | 70’) - O que podem dizer 20 rostos de atores que estão à espera de um teste de elenco? 

- “Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha” (Dir. Janaína Marques | Brasil | 2026 | 92’) - Cercada pelo zumbido hipnótico de uma máquina de ressonância magnética, Rosa é instruída a pensar em um momento feliz de sua vida. É dentro dessa odisseia subconsciente que ela reencontra sua mãe, Dalva, com quem inventa memórias inexistentes. 

- “Maxita” (Dir. Mariana Machado, Ana Maria Machado|Brasil | 2026| 64’) -  Davi Kopenawa, xamã yanomami e uma das principais vozes indígenas do Brasil, enfrenta a ameaça da chegada de grandes mineradoras em seu território na Amazônia. O acompanhamos em travessia até Brumadinho, Minas Gerais, onde se depara com as marcas do rompimento de uma barragem de mineração em 2019. Entre a terra e o plano espiritual, sua jornada SE CRUZA com a dos maxita watimapë — os “comedores de terra” — e reencontra seu velho amigo de luta, Ailton Krenak

- “Olhe Para Mim” (Dir. Rafhael Barbosa | Brasil | 2026 | 89’) - A mãe de Marcelo desapareceu quando ele tinha 10 anos de idade, deixando nele um vazio sem fim. O menino se tornou um jovem que vaga por cemitérios e se refugia em memórias inventadas para suportar a realidade. Um dia, dois seres misteriosos atravessam seu caminho. Marcelo embarca com uma dupla numa viagem pelas fronteiras entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos. 

- “Quase Inverno” (Dir. Rodrigo Grota|Brasil | 2026 | 93”) - Três irmãs retornam para a fazenda em que nasceram. Em meio ao reencontro com o irmão, recebem a visita de militares e encaram questões e segredos do passado. 

- “Reparação” (Dir. Marcus Curvelo | Brasil | 2026 | 70’) - No dia em que completa 35 anos, Marcus e sua mãe procuram um lugar no litoral para espalhar as cinzas do pai. Quando sua mãe adoece, ele passa a sentir que o sal do mar onde o pai descansa corrói lentamente a sua vida. 

- “Telúrica, a íntima utopia” (Dir. Mariana Lacerda | Brasil | 2026 | 104’) - Em São Paulo, a companhia teatral Ueinzz — formada por atores que vivem em sofrimento psíquico — cria uma peça sobre a extinção da Terra e a vontade humana de perdurar. Durante os ensaios, sonhos, palavras e modos de existência emergem como espécies frágeis a serem preservadas. Enquanto atuam, o grupo contempla a sobrevivência, o pertencimento e a preservação contínua de sua própria comunidade. 


Competitiva Brasileira - Curtas

Já entre os curtas, são oito produções. São elas: 

- “Cerimônia” (Dir. Fabio Ramalho, André Antonio, Chico Lacerda | Brasil | 2026 | 24’) - Quando eu fui morar com amigos pela primeira vez, virou hábito receber gente em casa o tempo todo. 

- “Disciplina” (Dir. Affonso Uchôa | Brasil | 2026 | 45’) - Kelly, jovem professora de Português, começa a dar aulas em uma escola pública. Em uma aula, ela discute com Nicolas, jovem aluno do segundo ano, e os dois tem de resolver o confl ito diante do diretor. A discussão traz ensinamentos: Kelly aprende que na periferia do Brasil, a exceção é a regra; e Nicolas aprende que é preciso reconstruir o presente para ver o futuro. 

- “Duwid Tuminkiz - Makunaima é Duwid?” (Dir. Gustavo Caboco Wapichana | Brasil | 2026 | 15’) - Makunaima é Duwid? Uma pergunta, um processo, um filme e memória viva do povo Wapichana. O filme propõe um mergulho nas narrativas tradicionais Wapichana a partir do território da Serra da lua, em Roraima. O roteiro instiga o público a uma reflexão sobre o famoso personagem Macunaíma de Mário de Andrade, que completará 100 anos em 2028 e suas relações com as suas raízes indígenas, em especial do Povo Wapichana. 

“Marimbã está acontecendo” (Dir. Maryn Marynho | Brasil | 2026 | 15’) - O pensamento de Marimbã percorre diversos sonhos através das águas, tecendo relações de afeto para corpos dissidentes, em um vislumbre de futuro possível. Transparentalidade, rede de apoio, infância, envelhecimento, espiritualidade… como nós, pessoas trans, imaginamos estar daqui 20, 40, 60 anos? 

“O Segredo Sagrado” Dir. Everlane Moraes | Brasil | 2026 | 12’) -  Duas tribos inimigas esperam há séculos pela grande revelação do segredo sagrado. Mas a escolhida pelo Deus Supremo para receber o segredo foi a princesa Sikán. Ao ser injustiçada pelos homens de ambas as tribos, o dia se transformou em noite eterna. 

“Pinguim de Doce de Leite” (Dir. Ana Vitória Miotto Tahan | Brasil | 2026 | 22’) -  Futuras lembranças sendo formadas em uma noite goiana qualquer. Nos fundos da casa de sua avó, Caju, uma criança de 10 anos, viverá sua primeira madrugada em claro com os amigos de seu tio Tiago, um jovem rebelde. 

- “Pirexia” (Dir. Nico da Costa | Brasil | 2026 | 20’) - Baby, um rockstar em ascensão, é atormentado por uma febre que o impede de criar músicas novas. Ao receber uma ligação de Pepeu, seu ex-companheiro musical e ex-amante, eles decidem compor uma última música juntos: uma melodia de cura e ressurreição para ser tocada em uma noite de lua de sangue. 

- “Um Filme Para Lembrar da Utopia” (Dir. Reinaldo Cardenuto | Brasil | 2026 | 20’) - Nos registros cinematográficos de Esdras Baptista, por décadas guardados em sua residência, é possível sentir o fervor dos que acreditaram em um novo amanhã. Filmadas no Brasil do início dos anos 1960, no calor de uma política libertária em movimento, as imagens do cineasta materializam a incandescência dos desejos coletivos no instante de sua eclosão. A utopia, mesmo inalcançável, nunca é mera abstração. Força que mobiliza ações e sentimentos, ela constitui o ímpeto necessário à existência.

 Competitiva Internacional - Longas

A Mostra Competitiva Internacional conta com sete longas e oito curtas. Entre os longas, estão: 

- “Um Calendário Incompleto” (“An Incomplete Calendar” | Dir. Sanaz Sohrabi | Canadá, Irã, Turquia, Vanuatu, Venezuela | 2026 | 70’) - Um vinil pouco conhecido de 1980 é o ponto de partida deste filme. “Rhymes and Songs for OPEC” é um disco especial do coro da Universidade Central da Venezuela para comemorar o 20º aniversário da Organização dos Países Exportadores de Petróleo. Combinando canções e arquivos raramente vistos, o filme redefine o petróleo não como uma mercadoria, mas como uma alavanca política para as lutas de libertação na Palestina e a construção da solidariedade pan-árabe entre 1960 e 1970. 

- “Bouchra” (Dir. Orian Barki, Meriem Bennani | Itália, Marrocos, Estados Unidos | 2025 | 831) - Bouchra, uma coiote marroquina de 35 anos em Nova York, documenta seu relacionamento à distância com a mãe, que vive em Casablanca, enquanto exploram juntas o amor, a dor e os segredos que as unem através de ligações e conversas íntimas.

“Cartas a Meus Pais Mortos” (“Cartas a Mis Padres Muertos”| Dir. Ignacio Aguero | Chile | 2025 | 124’) - Raúl Ruiz, cineasta chileno como Ignacio Agüero, escreveu em seu texto Para um Cinema Xamânico: “Embora muitos filósofos tenham considerado os conceitos de Sonho e Memória contraditórios […] se misturarmos esses dois termos, não deve nos surpreender que a pessoa com quem estamos falando esteja morta há anos; nem devemos nos chocar com o espanto do morto ao descobrir que estamos vivos.” 

- “Se Pombos Virasse Ouro” (“If Pigeons Turned to Gold” | Dir. Pepa Lubojacki | República Tcheca, Eslováquia | 2026 | 110’) -  Uma mulher explora a luta geracional de sua família contra o alcoolismo através de uma perspectiva profundamente pessoal, misturando imagens documentais, ritmo, texto e imagens aprimoradas por IA para criar um retrato honesto e compassivo dos impactos do vício. 

- “A Noite Já Está Partindo” (“La noche está marchándose ya” | Dir. Ramiro Sonzini, Ezequiel Salinas | Argentina | 2025 | 104’) - Pelu, na casa dos trinta, é o humilde projecionista de um cineclube municipal. Diante da crise, ele precisa se tornar o vigia noturno do cinema e, com o tempo, o local se transforma em seu novo lar. Pouco a pouco, uma pequena comunidade começa a se formar dentro do cinema após o horário de fechamento. Ela é composta por um grupo de “laranjinhas” (flanelinhas) que dormem ali e, eventualmente, se tornam seus amigos mais próximos, junto com Vale, uma ex-colega de escola que usa o espaço para gravar vídeos para o OnlyFans. 

- “Não Me Deixe Morrer” (“Nu mă lăsa să mor” | Dir. Andrei Epure | Romênia, Bulgária, França | 2025 | 108’) -  Certa manhã, Maria descobre o corpo de uma vizinha na entrada do prédio. A morte dela passa a assombrála e as noites se tornam mais longas. 

- “O Profeta” (Dir. Ique Langa | Moçambique, África do Sul | 2026 | 88’) - Um pastor bondoso em conflito com sua fé busca ajuda em poderes obscuros e tudo vai bem até deixar de ir. 


 Competitiva Internacional - Curtas

Já entre os curtas da Competitiva Internacional, estão: 

- “Outra Terra” (“Another Earth” | Ben Russell | França | 2025 | 11’) - Da boca à caverna, do fogo à tela, da guerra à pele, este é um vertiginoso retrato em 16mm de um presente cada vez mais caótico, cujos contornos políticos são afetados por tudo e por nada ao mesmo tempo. Nas palavras de Zadie Smith: O tempo não é o que é / Mas como é sentido 

“Má Sorte” (“Bad Luck” | Dir. Jan Eilhardt | Alemanha | 2025| 17’) - Um musical interseccional centrado em um coletivo ativista de dançarinos com e sem deficiência, onde o pé lesionado de uma solista faz com que os outros se esforcem para encontrar uma maneira de encenar sua estreia iminente, enquanto tentam evitar um mergulho no abismo de suas próprias neuroses. 

- “Desencaixar” (“Detach” | Danielle Kaganov | França | 2025 | 16’) - Dentro de uma instalação de treinamento médico, um dos robôs cirúrgicos “Da-Vinci” ganha autonomia e autoconsciência. Ele começa a vagar pelo prédio e descobre um espaço híbrido onde o progresso clínico se mistura com ecos de guerra. Criado pelo Exército dos EUA na década de 1980, o propósito inicial do DaVinci era operar soldados feridos em campos de batalha remotos. O filme reflete sobre a fronteira entre curar e matar: ser uma ferramenta de cuidado, bem como uma arma pós-humana de precisão. 

- “Dragão” (“Dragón” | Yashira Jordán | Bolívia, México | 2025 | 27’) - Dragón Rojo e Puma Punku, dois adolescentes abandonados e perdidos em uma cidade boliviana, tornam-se viciados em um videogame retrô chamado Dragon para escapar de sua realidade monótona — trabalhando no mercado com suas tias e lutando contra o tédio. No jogo, eles jogam ao lado de Elfo, um gamer sino-boliviano, e Hada, um velho bêbado preso aos anos 1990. Mas um dia, Puma Punku rouba o bem mais precioso de Hada — sua espada. Em busca de vingança, Hada parte para capturar o ladrão e queimá-lo vivo. 

- “Cada Época Sonha com a Próxima” (“Every Epoch Dreams the Next” | Dir. Johannes Gierlinger | Áustria, Albânia | 2025 | 18’) - Começando com um excerto de um longa-metragem da era comunista da Albânia, no qual um menino sonha com a construção de uma cidade moderna, ‘Cada época sonha com a próxima’ gira em torno dos processos de transformação histórica e atual do espaço urbano. O filme reflete sobre o poder das imagens, utopias históricas e contemporâneas, e como as estruturas de poder podem se sobrepor ao bem comum e ao público em geral. 

- “O Inimigo” (“Il nemico” | Dir. Andrej Chinappi | Itália | 2025 | 17’) -  Durante uma viagem à montanha, um grupo de crianças passa a tarde brincando de guerra. Quando uma criança local pede para se juntar a elas, recebe o papel de “inimigo”. Essa escolha aparentemente inocente levará a consequências inesperadas. 

- “Nan Ginen” (Dir. Feguenson Hermogène | Cuba | 2025 | 22’) - Em um canto remoto de Santiago de Cuba, uma família cubana de origem haitiana homenageia a deusa Erzulie, revelando memórias ocultas da trágica história migratória de trabalhadores haitianos nos vestígios da indústria açucareira cubana. 

“Sussuros de um Perfume Ardente” (“Whispers of a Burning Scent” | Dir. Mo Harawe | Somália, Áustria, Alemanha | 2026 | 28’) -  No dia de uma audiência decisiva no tribunal e uma importante apresentação em um casamento, um discreto músico de casamentos vê sua vida privada exposta ao escrutínio público. Acusado de explorar seu casamento, ele se move entre o tribunal, as ruas da cidade e o palco, carregando o peso do julgamento, da lealdade e de uma culpa não dita. Forçado a tomar uma decisão contida mas irreversível, o filme observa um homem cuja verdade interior permanece elusiva, preso entre devoção, dignidade e perda.

Novos Olhares

A Mostra Novos Olhares é voltada a produções ousadas, que flertam com o risco, a invenção e caminhos desconhecidos em seu uso da linguagem cinematográfica, optando pela radicalidade e desprendimento das convenções do cinema. 

Estão na programação da mostra: 

- “A Paixão Segundo GHB” (Dir. Gustavo Vinagre, Vinicius Couto | Brasil | 2026 | 82’) - Um encontro casual vira um ménage à trois; o ménage à trois vira uma orgia. Nesta odisseia de realismo mágico em um quarto gay, Matias rememora seus encontros passados e considera seu futuro, enquanto conversa com uma figura fictícia da literatura brasileira. 

“Como Todo Mortal” (Dir. Maria Molina Peiro | Países Baixos, Espanha | 2026 | 93’) - Em um planeta distante, um robô procura por sinais de vida. A anos-luz de distância, em uma das minas mais antigas do mundo, sob toneladas de resíduos de mineração, um ecossistema entre exploração e exploração se revela, uma paisagem entre Andaluzia e Marte. 

- “Gato na Cabeça” (“Es domāju par kaķi” | Dir. Laila Pakalnina | Letônia | 2025 | 85’) - Nós literalmente encontramos nosso filme junto a uma lixeira. Era uma sacola com 36 rolos de negativos fotográficos expostos dos anos 1960 aos 1980 por um fotógrafo desconhecido. Nós o nomeamos Anton, o filho da Tia Emma. Ao examinar seus projetos (com muitas imprecisões: nitidez indistinta, elementos aleatórios nas tomadas, transições em wipe, exposições acidentais e duplas, etc.), tentamos imaginar como seriam nossas vidas se essas fossem nossas fotos. 

- “Joy Boy: Um Tributo a Julius Eastman” (“Joy Boy: a tribute to Julius Eastman” | Dir. Walking Backwards Collective | Bélgica, República Democrática do Congo, França | 2026 | 64’) -  Joy Boy é uma constelação de expressões fílmicas, coreográficas e sônicas inspiradas na vida e obra do músico e ativista revolucionário Julius Eastman. Desenrolando-se através de quatro capítulos dedicados a quatro peças musicais, o filme é costurado com uma montagem em camadas da voz de Eastman – interlúdios que conectam cada parte e ecoam sua presença visionária. Cru, radical, cristalino. Uma performance coletiva, multipartidária, chamativa e transnacional de seis artistas. Uma homenagem. 

- “O Mez da Gripe” (Dir. William Biagioli | Brasil | 2026 | 85’) - Em Curitiba, um professor universitário inicia uma pesquisa sobre a gripe espanhola. À medida que reúne fotografias, relatos e fragmentos de memória, a investigação começa a escapar do controle. Entre vozes de imigrantes, imagens de arquivo e ecos de uma cidade assombrada, o passado retorna como um enigma que insiste em permanecer vivo. 

“Passado Futuro Contínuo” (“Past Future Continuous | Dir. Firouzeh Khosrovani, Morteza Ahmadvand | Irã, Noruega, Itália | 2025 | 76’) - Aos vinte anos, Maryam fugiu do Irã escondida em uma pele de carneiro. Décadas depois, agora vivendo nos EUA, ela permanece atada à casa para a qual não pode mais retornar. Através de câmeras de vigilância instaladas na casa de seus pais idosos, imagens de vídeo tremeluzentes se tornam sua única janela para um mundo deixado para trás. Este documentário íntimo e poético explora o exílio, a memória e os laços invisíveis que persistem através da distância e do tempo. 

- “Segunda Pele” (Dir. Dea Ferraz | Brasil | 2025 | 60’) -  Segunda Pele testemunha 6 artistas habitando seus corpos. Mulheres que atravessam a própria pele para nos falar de suas existências. De uma forma experimental e poética, o filme faz uma jornada do corpo marcado ao corpo fluido, tentacular e livre. 


Mostra Pequenos Olhares

Este espaço reúne uma seleção de produções voltada às crianças, entre longas e curtas-metragens, com o intuito de promover aos pequenos uma experiência única dentro do festival. 

O longa-metragem deste ano é o “Papaya” (Dir. Priscilla Kellen | Brasil | 2025 | 74’), em que uma pequena semente de mamão, apaixonada pela ideia de voar, precisa continuar se movendo para evitar enraizar-se. Perseverante, ela descobre o poder de suas raízes, que conectam a vida por caminhos profundos e misteriosos, desencadeando uma grande revolução, transformando seu ambiente e realizando seu sonho da forma mais inusitada. 

Já os curtas da Mostra Pequenos Olhares são: 

- “A Menina que Queria ser Pedra” (Dir. Jackson Abacatu | Brasil | 2026 | 9’) -  Um menino curioso e uma menina serena se encontram à beira de um lago. Ali surgem reflexões sobre a vida, de forma sutil e inesperada. Afinal, o que é ser uma pedra? 

“Aterro Zeitgeist”( Dir. Kapel Furman | Brasil | 2026 | 8’) -  Uma história sobre uma estranha ilha e seus cidadãos com cabeças de concreto, e um aterro onde eles achavam que poderiam se livrar dos seus males, até uma pequena Carranca de barro aparecer. Um conto surreal sobre como toda ação gera consequências. 

- “Canção de Peixes e Pássaros” (“Balada de peces y pájaros” | Dir. Anny Uribe, Juan José Arévalo | Espanha | 2025 | 7’) - Carlina perdeu o pai no conflito armado colombiano e vive sozinha com a mãe. A dor ainda é avassaladora, e ambas se apegam às suas memórias e objetos pessoais para sobreviver. Tudo muda com o aparecimento de um peixe místico que será o guia de Carlina durante sua aventura. 

“Ecos do Amanhã” (Dir. Antônio Eder |Brasil | 2026 | 7’) - Em um mundo onde o cotidiano revela silenciosamente os sinais do colapso ambiental, uma pequena abelha percorre três histórias interligadas que expõem os dilemas da nossa era: a alienação urbana, o consumismo desenfreado e a escassez de recursos naturais. Sem diálogos, o curta-metragem Ecos do Amanhã nos convida a refletir sobre nossos hábitos e escolhas diante da crise climática. Além do alerta, é um convite à reflexão do presente e do futuro incerto. 

“Kika Não Foi Convidada” (Dir. Juraci Júnior | Brasil | 2026 | 15’) - Uma menina descobre que não é bem-vinda em uma festinha de aniversário. Enquanto aprendem sobre o valor de uma verdadeira amizade, crianças ensinam sobre empatia e acolhimento. 

- “Nosso Tempero” (Dir. Alunos e alunas da Escola Municipal João Victor Lagoa Nova/RN e Equipe Animazul, Vitória/ES | Brasil | 2026 | 9’) - Num pequeno povoado dominado pelo caju, no interior do Rio Grande do Norte, uma menina nascida e criada ali confessa que detesta o fruto. Filme realizado a partir de uma oficina de cinema do Projeto Animação (IMA). 

- “O Jardim Mágico” (Dir. Carlon Hardt, Naira Carneiro | Brasil | 2025 | 6’) - Dois amigos descobrem um tesouro escondido, mas ambos se recusam a aceitá-lo. Juntos, encontram uma solução que fará brotar um lindo futuro para toda a aldeia. O Jardim Mágico é uma história sobre generosidade e o poder transformador dos verdadeiros tesouros. 

- “Theo” (Dir. Monica Palazzo, Jo Galvv | Brasil | 2026 | 15’) - Em 1986, uma criança de sete anos desafia os padrões de gênero e o preconceito em sua escola ao lutar para jogar futebol entre os meninos — e descobrir, no campo, a força de ser quem se é. 

 

Mirada Paranaense Sanepar

Mirada Paranaense Sanepar promove um panorama da produção audiovisual do Paraná, com um olhar dedicado a filmes de todo o estado. 

O longa-metragem desta edição é o “A Holandesinha” (Dir. João Gabriel Kowalski, Luisa Godoi | Brasil | 2026 | 90’), que acompanha Luiza Godoi Acosta, uma jovem com Síndrome de Down que sonha em ser cineasta e realiza o seu primeiro curta-metragem “Lágrimas de um Pierrot”. O documentário percorre todas as etapas do processo criativo, revelando sua visão de mundo, os desafios enfrentados e as superações diante do capacitismo. Produzido no interior do Paraná, o filme celebra a inclusão e afirma o cinema como espaço de possibilidades, pertencimento e perseverança.  

Os curtas-metragens da Mostra Mirada Paranaense Sanepar são: 

- “Enluarada” (Dir. Pedro Nascimento | Brasil | 2026 | 10’) - Lucília busca por paz sob a luz do luar, mas é acometida por manifestações intensas de seu subconsciente, que a obrigam a buscar, em sua individualidade, uma forma de enxergar um mundo melhor dentro de sua vida caótica. Ao longo de uma noite atravessada por emoções da personagem, que ganham forma e presença, a narrativa parte de um caráter surrealista e subjetivo que propõe uma imersão no íntimo invadido de Lucília, desencadeando uma jornada que representa um processo de escuta interior. 

“Estrelas Terrestres” (Dir. Rafael Neri M. Ferreira | Brasil | 2025 | 15’) - Miguel, 17 anos, morador de uma pequena cidade do interior do Brasil, sonha em se tornar ator. Ao passar em um teste em uma grande cidade, ele se vê diante do dilema de deixar para trás sua casa e seu melhor amigo, João. Miguel percebe que fugir é mais fácil do que se despedir. 

- “Imunidade” (Dir. Milla Jung, Candida Monte | Brasil | 2025 | 26’) -  Imunidade explora a fabulação de futuros através de uma narrativa audiovisual experimental tecida por mulheres-artistas. Partindo da ideia de que “dizer é agir”, substitui o discurso do apocalipse pela urgência da voz situada — a “garganta de carne” que carrega a memória e a corporeidade da América Latina. Por meio de performances vocais e coreografias de palavras, o vídeo cria um território vibrátil de resistência, desafiando o silenciamento histórico para projetar outros modos de existir. 

- “Las Vegas, Cuba” (Dir. Felipe Eugênio Lovo | Brasil, Cuba | 2026 | 11’) -  No futuro, uma androide viajante desembarca em uma Havana deserta em busca de Las Vegas, um cabaré mítico fundado por um guerrilheiro. 

“O Caçador” (Dir. Lucas Mancini | Brasil | 2025 | 20’) -  No interior rural do Paraná, um trabalhador idoso, atormentado pela fome, segue o rastro de um misterioso cachorro preto que caça para sobreviver. 

“Reza para Baobabs: Um Ebó de Palavras para Ayami e Zola” (Dir. Bea Gerolin | Brasil | 2026 | 4’) -  Os ibejis recém nascidos Ayomi e Zola recebem seu primeiro ebó de palavras: uma oferenda de proteção, fé e ancestralidade. 

“Tornar-se Ciborgue no Interior” (Dir. Louisa Savignon | Brasil | 2026 | 20’) - Leo e Julia, proprietários de um sítio, querem filhos, mas estão com problemas de fertilidade. Ava e Mia, um casal lésbico, acabaram de se mudar para o sítio vizinho. A vinda das duas mulheres criará tensão com os vizinhos. 

- “Yvyra’ijá há Jate’í Reheguá - Os Quatro Guerreiros e o Jatei” (Dir. Coletivo Ava Guarani de Cinema | Brasil | 2025 | 9’) -  Quando era um jovem xondaro, guerreiro do povo Guarani, Libório desbravava fazendas e enfrentava fazendeiros em busca da abelha Jateí. Hoje, já ancião, Libório ensina seus netos a criar as abelhas na própria aldeia: “Antigamente o mato era livre. Se quisesse podia entrar e trazer Jateí, caçar e trazer os bichos. Hoje em dia não, a gente só tem esse pedacinho de mato onde os Ava Guarani podem entrar.” 


Mostra Exibições Especiais

Esse espaço é dedicado a obras inéditas no Brasil de grandes nomes do cinema mundial, assim como filmes brasileiros incontornáveis da última temporada que estrearam em outros eventos, mas chegam para Curitiba no Olhar de Cinema. 

Fazem parte da Mostra Exibições Especiais os títulos: 

- “Anistia 79” (Dir. Anita Leandro | Brasil | 2026 | 105’) - Roma, junho de 1979. Exilados brasileiros filmam a Conferência Internacional pela Anistia no Brasil, o maior encontro da esquerda brasileira fora do país. Quase meio século depois, essas imagens reacendem o debate sobre a manutenção do aparato repressivo da ditadura e a impunidade dos torturadores. 

- “Barbara Para Sempre” (“Barbara Forever” | Dir. Brydie O’Connor | Estados Unidos | 2026 | 102’) - Uma exploração orientada por arquivos da vida, obra e legado da icônica e pioneira cineasta lésbica Barbara Hammer. 

- “Flora & Airto: O Som Revolucionário” (Dir. Jom Tob Azulay | Brasil | 2026 | 98’) -  Documentário musical de longa-metragem sobre a história do célebre casal de músicos Flora Purim e Airto Moreira, que marcaram o panorama da música mundial a partir dos anos 1970 como pioneiros da jazz-fusion. Durante uma gravação fonográfica nos dias de hoje, o filme entrelaça as vidas pessoais e profissionais dos dois artistas no passado e no presente. 

“Futuro Futuro” (Dir. Davi Pretto | Brasil | 2025 | 86’) - Em um chuvoso futuro próximo, um homem sem memória nomeado K embarca em uma jornada trágica e absurda para tentar encontrar o seu lugar no mundo após usar um estranho dispositivo de IA criado para ajudar pessoas com uma nova síndrome neurológica. 

- “Histórias de um Bom Vale” (“Histoires de la bonne vallée” | Dir. José Luis Guerin | Espanha, França | 2026 | 122’) - Nos arredores de Barcelona, Vallbona é um enclave cercado por um rio, linhas férreas e uma rodovia. Antonio, filho de trabalhadores catalães, cultiva flores ali há quase 90 anos. Ele é acompanhado por Makome, Norma e Tatiana, que vêm de diferentes origens sociais. Ao ritmo da música, de banhos proibidos e de amores florescentes, uma forma poética de resistência emerge diante dos conflitos urbanos, sociais e identitários do mundo. 

- “Rita Moreira: Crônicas, Memórias e Videotape” (Dir. Sérgio Santos Barroso | Brasil | 2026 | 70’) - Partindo da ideia de que a memória é uma ilha de edição, a veterana cineasta lésbica Rita Moreira revisita sua trajetória através de seus filmes. Entre imagens da Nova York dos anos 1970 — onde se autoexilou durante a ditadura militar brasileira — e obras mais recentes, do final dos anos 2010, o filme costura tempo e experiência para refletir sobre as transformações políticas, sociais e afetivas que atravessam tanto a história do Brasil quanto a vida da diretora. 

 

Olhares Clássicos Cine Passeio

Este espaço reúne uma seleção diversa de filmes de todo o mundo que marcaram a história da sétima arte, integrando a mostra como uma homenagem a seus realizadores, assim como por seus posicionamentos inovadores em relação às produções contemporâneas da edição.

São eles: 

- “Beirute Fantasma” (“Ashbah Beyrouth” | Dir. Ghassan Salhab | Líbano, França | 1998 | 120’) - Cheio de fantasmas e memórias, o longa-metragem de estreia de Ghassan Salhab se passa no final dos anos 1980, perto do fim da Guerra Civil Libanesa. O protagonista Khalil retorna a Beirute sob uma nova identidade para um confronto com os velhos amigos e companheiros de armas que ele deixou para trás após sua morte forjada uma década antes. 

Veludo Azul” (“Blue Velvet” | Dir. David Lynch | Estados Unidos | 1986 | 120’) - A atmosfera é calma e colorida. É mais um sonho americano. Até que Jeffrey (Kyle MacLachlan) encontra uma orelha humana jogada em um campo. O jovem se vê atraído para uma conspiração cada vez mais profunda pelo submundo de sua antes tão perfeita cidade natal. Em ares surreais, o clima noir e detetivesco toma conta da intrincada trama, conduzida em um mundo de sensualidade e violência. Um dos mais reconhecidos trabalhos de David Lynch (1946-2025) é exibido 40 anos após seu lançamento, no ano em que o cineasta completaria 80 anos de idade. 

- “Corações Desertos” (“Desert Hearts” | Dir. Donna Deitch | Estados Unidos | 1986 | 91’) - Enquanto aguarda os papéis do divórcio, uma reprimida professora de literatura é inesperadamente seduzida por uma jovem lésbica despreocupada e cheia de vida. 

- “As Aventuras do Príncipe Achmed” (“Die Abenteuer des Prinzen Achmed” | Dir. Lotte Reiniger | Alemanha | 1926 | 67’) -  Baseada nos contos de As Mil e Uma Noites, a animação de silhuetas narra as aventuras mágicas de Príncipe Achmed em terras distantes onde ele faz amizade com uma bruxa, conhece Aladin, luta contra demônios e se apaixona por uma princesa. 

- “High School” (Dir. Frederick Wiseman | Estados Unidos | 1968 | 75’) - High School foi filmado em uma grande escola urbana na Filadélfia. O filme documenta como o sistema escolar existe não apenas para transmitir “fatos”, mas também para disseminar valores sociais de uma geração para outra. High School apresenta uma série de encontros formais e informais entre professores, alunos, pais e administradores, através dos quais a ideologia e os valores da escola emergem. 

- “Hollywood Studios” (Dir. Arthur Rogge | Brasil | 1930 | 46’) -  Filmado durante a estadia de Rogge nos Estados Unidos entre 1927 e 1928, o filme percorre as ruas de Hollywood, Los Angeles, interessado em revelar ao público brasileiro as estruturas dos grandes estúdios, os atores e atrizes famosos, a cultura e as curiosidades locais. Com gosto de atualidade cinematográfica, este quase centenário filme “paranaense” demonstra por detrás de suas cartelas informativas e retratos peculiares o interesse do empresário tornado cineasta, Arthur Rogge, pelo desenvolvimento de uma indústria cinematográfica local. 

- “Aqui e em Qualquer Lugar” (“Ici et ailleurs” | Dir. Jean-Luc Godard, Anne-Marie Miéville | França | 1976 | 53’) - Quando o “eu”, “ele” e “ela” chegam a uma região próxima da Palestina, onde combatentes revolucionários se educam com princípios socialistas, em resposta ao sionismo, entra em cena o povo, a luta do povo, até a vitória. Ou seja, estamos diante do “nós”, um princípio coletivo que Jean-Luc Godard e Anne-Marie Miéville revelam na ilha de montagem. O “aqui” europeu e o “lá” palestino se encontram num filme ensaio feito em solidariedade à luta palestina, num momento em que diretores de cinema do mundo inteiro criaram parcerias com o braço cinematográfico da OLP, Organização pela Libertação da Palestina. 

“Eles Não Existem” (“Lays lahum wujud” | Dir. Mustafa Abu Ali | Palestina | 1974 | 25’) -  Filmando em condições extraordinárias, o diretor que fundou a divisão de cinema da OLP, aborda as condições nos campos de refugiados do Líbano, os efeitos dos bombardeios israelenses, e a vida dos guerrilheiros em campos de treinamento. 

“Vento Norte” (Dir. Salomão Scliar | Brasil | 1951 | 73’) - A rotina de uma pequena vila de pescadores no litoral do extremo sul do Brasil é abalada pela chegada de um misterioso forasteiro. Sua presença irá despertar paixões e desencadear uma série de ações violentas entre os habitantes locais, conduzindo a trama a um desfecho trágico. 

“As Harmonias de Werckmeister” (“Werckmeister harmóniák” | Dir. Béla Tarr, Ágnes Hranitzky | Hungria | 2000 | 145’) -  Adaptado de um romance de László Krasznahorkai, As Harmonias de Weckmeister se desenrola em um tempo desconhecido, em um vilarejo sem nome, onde, um dia, um circo misterioso — com direito a uma enorme baleia empalhada e uma figura sombria e demagógica conhecida como o Príncipe — chega e parece despertar nos cidadãos uma espécie de loucura que caminha inexoravelmente em direção à violência. 

 

Filme de Encerramento

O longa selecionado para encerrar a 15ª edição do Olhar de Cinema - Festival Internacional de Curitiba é “Salvação” (“Kurtulos”| Dir. Emin Alter | Turquia, França, Países Baixos, Grécia, Suécia | 2026 | 120’), que tem sua estreia mundial no evento. Com direção de Emin Alper, o filme se passa em uma aldeia remota no alto das montanhas turcas, em que o regresso de um clã exilado reacende uma antiga disputa de terras. Ressentimentos adormecidos ressurgem e Mesut, irmão do líder local, é acometido por visões perturbadoras que acredita serem avisos divinos. À medida que as convicções religiosas, as lutas pelo poder e as tensões aumentam na comunidade, eles seguirão para a tragédia ou para a salvação?

Mais informações sobre o 15º Olhar de Cinema - Festival Internacional de Curitiba pelo site oficial: www.olhardecinema.com.br, assim como pela rede sociais Instagram - @olhardecinemaFacebook/Olhar de Cinema; Tik Tok: @olhardecinema; X/Twitter: @Olhardecinema_.



2º MECI – Mercado do Cinema Independente

Depois do sucesso no último ano, o Olhar de Cinema apresenta em sua programação o 2º MECI - Mercado do Cinema Independente, com o objetivo de fortalecer o cinema independente em um espaço dedicado à conexão entre realizadores, distribuidores, exibidores, plataformas de streaming, canais e profissionais do setor audiovisual. 

A nova edição do MECI ocorre de 9 a 11 de junho no MON - Museu Oscar Niemeyer. O evento foi a primeira iniciativa no Brasil a oferecer um encontro de mercado audiovisual focado em longas-metragens independentes, com foco na ampliação de oportunidades, fomento de parcerias estratégicas e impulsionamento de negócios que movimentam e fortalecem o cinema. Mais informações sobre a programação do Mercado do Cinema Independente direto pelo site www.meci.com.br ou pelo perfil oficial no instagram: @meci.brasil. O MECI tem patrocínio master da Sanepar e patrocínio do Fomento Paraná.

15º Olhar de Cinema - Festival Internacional de Curitiba é um projeto realizado com recursos da Lei Rouanet, patrocínio master do Terminal de Contêineres de Paranaguá e patrocínio de Peróxidos do Brasil, Mili, Fomento Paraná e Sanepar. Apoio da Cinemateca, Teatro da Vila, Cine Passeio, Icac, Projeto Paradiso e Uninter. Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio, Fomento e Incentivo à Cultura de Curitiba - Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba. Projeto aprovado no Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura | PROFICE da Secretaria de Estado da Cultura | Governo do Estado do Paraná. Lei Rouanet - Incentivo a projetos culturais, Ministério da Cultura - Governo Federal - União e Reconstrução.


Serviço:
15º Olhar de Cinema - Festival Internacional de Curitiba
Data: 4 a 13 de junho
Site oficial: www.olhardecinema.com.br

terça-feira, 5 de maio de 2026

Antecipasto resulta em disponibilidade e qualidade de pasto no inverno


Durante Dia de Campo realizado na Estância Retiro do Sertão, em Nova Alvorada do Sul, MS, em abril de 2026 (“Sistema Antecipasto e estilosantes integrando solos arenosos”), o engenheiro agrônomo Carlos Eduardo Barbosa foi enfático em dizer a produtores rurais e técnicos que em área de Sistema Antecipasto “a gente tem segurança de que terá pasto no inverno sem falha”, tanto na Estância Retiro do Sertão, onde os solos são mais arenosos, quanto na Estância Rosa Branca em Rio Brilhante, MS.

No sistema, a soja e o capim são consorciados, com uma diferença de 20 dias de plantio: a soja entra primeiro e depois o capim BRS Tamani. Outros pontos positivos são que a forrageira não compete com a oleaginosa; há redução de plantas daninhas, a palha do capim conserva água no solo, além de ser adequada a solos arenosos e argilosos.

Os animais na área do sistema têm ganho adicional de 3 a 5 arrobas/ha durante a entressafra da soja, além de maior ganho de peso diário. Segundo o engenheiro, no sistema convencional o período de pastejo é de cerca de 100 dias, já no Antecipasto esse tempo é de 150 dias.

O pesquisador Luís Armando Zago Machado, pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste, responsável pelo projeto que desenvolveu a tecnologia, disse que isso se deve pelo Antecipasto possuir mais resiliência em anos de seca severa, com formação de pasto mesmo em solos arenosos e baixa precipitação durante o outono. “Com as mudanças climáticas, o Sistema Antecipasto dá mais segurança na formação de pastagem, já que o capim é semeado numa época mais favorável que antecede a época convencional, após a colheita da soja”, garantiu.

A solução tecnológica foi validada em duas propriedades em 2020, sendo uma em Rio Brilhante e outra em Anaurilândia, MS. O Sistema Antecipasto está em três fazendas do grupo JB Apec e somam cerca de 350 hectares que iniciou juntamente com o projeto da Embrapa e hoje conta com seis anos de adoção da tecnologia. Conforme relatou Barbosa, as propriedades são integradas para cria, recria e terminação. “Em outras áreas, já tivemos falta de pasto no inverno e o que nos salvou foi o Sistema Antecipasto”, já que o capim semeado após a cultura da soja não se estabeleceu por falta de chuva.

Os pesquisadores Zago e Rodrigo Arroyo Garcia destacaram que o engenheiro Carlos Eduardo Barbosa e o agropecuarista das fazendas, Jarbas Barbosa, “foram fundamentais para validação e ajustes da tecnologia”. Carlos Eduardo agradeceu “a parceria de longa data com a Embrapa. E mais do que mudança técnica, foi uma mudança de cultura”, disse. Produtores rurais de outros estados também estão adotando o sistema desde 2024: Mato Grosso (500 hectares), Bahia (1.500 hectares) e Roraima, com expectativa de expansão nacional.

A cultivar mais utilizada hoje no Sistema Antecipasto é a BRS Tamani, forrageira que já está consolidada no mercado e apresenta bom desempenho em consórcio com a soja. “Para evitar erros, é importante usar a semente pura, sem revestimento”, salientou Zago. Além desta cultivar, são adequados a este Sistema os capins BRS Paiaguás, Aruana e Massai. Entre os critérios para a escolha da cultivar de soja estão a oferta de diversas empresas, transgenia a herbicidas, época de semeadura, população de plantas, entre outras. Segundo o pesquisador Rodrigo Arroyo Garcia, o pastejo pode ser antecipado de 30 a 60 dias, comparado ao sistema convencional de Integração Lavoura-Pecuária (ILP). “De 30 a 40 dias após a saída da soja, já é possível entrar com o gado no pasto”.

Garcia enfatizou a importância da diversificação do sistema de produção o ano inteiro para melhorar a condição natural de solos com menor potencial de armazenar água com boas práticas. “A presença do capim é fundamental, seja o [BRS Tamani] do Sistema Antecipasto, seja o da braquiária na ILP, tanto pela parte aérea quanto pela de raiz. E se entrar estilosantes também é fantástico”, disse.

O Sistema Antecipasto, segundo Garcia, também pode ser utilizado para produção de palha, em regiões onde não há pecuária e o solo com limitações, viabilizando o Plantio Direto.

Estilosantes – em uma das estações do Dia de Campo, o pesquisador Celso Dornelas Fernandes, da Embrapa Gado de Corte, falou sobre as cultivares de estilosantes Campo Grande e Bela (lançamento da Embrapa), leguminosas adequadas tanto para alimentação animal como para cobertura de solos. De acordo o pesquisador, se o estilosantes for utilizado para formação de banco de proteína, o animal não deve pastejar somente esta leguminosa. “É necessário que o animal tenha acesso a gramíneas” ou formar uma pastagem consorciada com estilosantes e capim. Ambos são opções para melhorar as condições de solo para a agricultura, principalmente em locais de solos arenosos.

Maquinário – em outra estação, foi apresentada por Cristiano Taufer, gerente da Pantanal Peças e Implementos Agrícolas, uma semeadora para sementes pequenas adequada ao Sistema Antecipasto. “Desde 2017, estamos juntos com a Embrapa no desenvolvimento do maquinário para o Sistema Antecipe. Em 2019, lapidamos as máquinas do Antecipe para o Antecipasto e buscamos parceiros para os ajustes necessários”, explicou. Segundo ele, a máquina é 100% aparafusada para ser ajustada conforme a realidade da região. “E a máquina serve não somente para o Antecipasto”, garantiu.

 

Sílvia Zoche Borges (DRT-MG 08223)

Embrapa Agropecuária Oeste

agropecuaria-oeste.imprensa@embrapa.br

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Filmes baseados em obras de Eça de Queiroz e Clarice Lispector estreiam no Brasiliana TV

 Disponível na Claro tv+, conheça as novidades de maio do streaming 100% nacional do grupo Curta!





O mês de maio chega com muitas novidades para o espectador do Brasiliana TV. Dirigido por Helvécio Ratton e baseado na obra de Eça de Queiroz, “Amor & Cia” reúne Marco Nanini, Patrícia Pillar e Alexandre Borges em uma comédia dramática ambientada na São João del-Rei do século XIX. No filme, Alves é um próspero comerciante que, ao chegar em casa mais cedo do trabalho, flagra a esposa Ludovina e o sócio Machado em uma situação suspeita. O longa venceu três candangos no Festival de Brasília, incluindo melhor filme.


Inspirado no conto “A Via Crúcis do Corpo” de Clarice Lispector, o filme “O Corpo” também integra as estreias do mês. Estrelado por Antonio Fagundes, Marieta Severo, Cláudia Jimenez e Carla Camurati, esta comédia visionária filmada no início dos anos 1990 conta a história do farmacêutico Xavier, que vive em paz com suas duas esposas. Tudo muda, porém, quando ele arranja uma amante. Com direção de José Antônio Garcia e música de Arrigo Barnabé, o filme também foi premiado no Festival de Brasília.

 

No rol dos documentários, chega à plataforma o clássico “Conterrâneos Velhos de Guerra”, do documentarista paraibano Vladimir Carvalho. O filme retrata a chegada de trabalhadores construção civil ao que viria a se tornar Brasília, a nova capital federal. Longe de idealizações, o registro destaca os desafios e os abusos sofridos por esses trabalhadores. “Conterrâneos Velhos de Guerra” venceu o prêmio especial do júri do Festival de Gramado e ainda o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA).


Fechando o mês, a pornochanchada “Pecado Horizontal” narra o reencontro de três amigos. Quinze anos depois do último encontro, eles se reúnem para ir a um casamento, mas, em vez de comparecerem à cerimônia, vão a um bar e começam a relembrar as aventuras sexuais do passado. Comédia erótica característica dos anos 1980, “Pecado Horizontal” é dirigida por José Miziara.

O Brasiliana TV é o streaming do grupo Curta! 100% dedicado ao cinema brasileiro. Com quase 500 conteúdos, o serviço está disponível gratuitamente para assinantes da Claro tv+.
 

Grupo Curta!

• O canal Curta!, linear, está presente nas residências de mais de 5 milhões de assinantes de TV paga e pode ser visto nos canais 556 da Claro tv, 75 da Oi TV e 664 da Vivo Fibra; além de em operadoras associadas à NEO.
 

• O CurtaOn, clube de documentários do Curta!, disponível no Prime Video Channels, na Claro tv+ e no site da plataforma, conta com centenas de filmes e episódios de séries documentais organizadas por temas de interesse sobre cultura e humanidades. Há também pastas especiais com novidades -- que estreiam a cada mês --, conteúdos originais, inéditos e exclusivos, biografias, além de uma degustação para quem ainda não é assinante do serviço. A assinatura tem o valor de R$ 14,90/mês.
 

• O BrasilianaTV é o novo streaming do Curta!. Distribuído gratuitamente para todos os assinantes da Claro tv+ inicialmente sem custo adicional. O serviço oferece uma ampla gama de séries e filmes brasileiros, abrangendo tanto as ficções quanto os documentários, desde os clássicos do nosso cinema até produções mais recentes.
 

• O Porta Curtas, primeiro e maior site de catalogação e exibição de curtas-metragens do Brasil, tem em seu acervo desde clássicos do cinema nacional a obras recentes que se destacaram em festivais. Para ter acesso ao catálogo, basta assinar o plano através do site oficial Porta Curtas no valor de R$ 6,90/mês. Assinantes Claro tv+ têm acesso gratuito a todo o acervo.
 

• O CurtaEducação, plataforma de streaming que une educação e entretenimento para promover ciência e cultura por meio do audiovisual. No site, as obras são classificadas por disciplinas e etapas de ensino, e são acompanhadas por ferramentas pedagógicas e materiais didáticos complementares.

Parlapatões apresentam “dito e feito”




O mais novo espetáculo do grupo feito para as crianças entra em temporada no Espaço Parlapatões com entrada gratuita

 

E se uma trupe de palhaços mergulhasse num universo muito singular (e fofo), como o dos bebês? dito e feito! O mais novo espetáculo dos Parlapatões foi feito para as crianças (é também sobre elas), mas para divertir toda a família. O grupo faz temporada de “dito e feito” com entrada gratuita no Espaço Parlapatões, no Centro da capital, até 10 de maio.
 

O mundo delicado e divertido dos bebês é o enredo central de “dito e feito”. O espetáculo, com trilha sonora do Wem (Tiquequê), explora as descobertas, brincadeiras, etapas do desenvolvimento e emoções dos pequenos.

O ponto de partida para criar a encenação foi a observação atenta de mães e pais com seus bebês. A partir disso, o grupo percebeu que o palhaço pratica os mesmos princípios: curiosidade, presença, jogo e a invenção a partir do agora. O resultado é uma apresentação onde esses universos se cruzam, gerando boas gargalhadas, principalmente pela identificação de todos com as situações vividas.

 

Voltado para toda a família, mas com foco nas crianças, os Parlapatões buscam retratar o lado cômico do comportamento dos bebês, usando uma linguagem direta e com pouca dependência da expressão verbal, que cria rápida conexão com o público de todas as idades.

 

A dramaturgia criada por Hugo Possolo, explora não só os aspectos das etapas na vida dos bebês, mas traz ainda momentos significativos para os adultos, sobre permitir as descobertas da primeira infância e como as brincadeiras podem estimular o desenvolvimento dos filhos, tudo com a ludicidade da arte da palhaçaria e momentos de interação com o público.

 

É um reflexo de como nós, humanos, iniciamos nossa compreensão do mundo, com o objetivo de rirmos das nossas incapacidades básicas e identificar a beleza de nossas imperfeições”, diz Hugo, que complementa: “Estamos preparando várias ações de comemoração dos 35 anos do Parlapatões, a temporada de ‘dito e feito’ é uma delas".

 

Os Parlapatões comemoram em 2026, 35 anos de atividades, com 71 espetáculos realizados. Além de marcar presença na cena contemporânea como palhaços, realizam diversos espetáculos dedicados às crianças, entre estes o premiado “Os MequetrefE” e o Circo Roda, que durante oito anos renovou a cena circense.

 

A temporada recebe grupos fechados de alunos de escolas públicas, apresentações que serão realizadas em datas extras às dedicadas ao público geral.

Vale conferir “dito e feito”, um espetáculo delicado, divertido e cheio de afeto. Projeto contemplado pela 21ª Edição do Prêmio Zé Renato de Teatro - Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa.

 


SERVIÇO:

Temporada espetáculo: ‘dito e feito’
Grupo Parlapatões
Datas: 9 e 10 de maio (sábado e domingo)
Horário: 16h
Local: Espaço Parlapatões
Endereço: Praça Franklin Roosevelt, 158 - Consolação - São Paulo
Duração: 60 minutos
Classificação: Livre
Capacidade: 96 lugares
Ingressos: entrada gratuita (retirada no local com 1h de antecedência)

 

 

FICHA TÉCNICA

Espetáculo: dito e feito

Roteiro e Direção: Hugo Possolo

Elenco: Alexandre Bamba, Fábio Neppo, Hugo Possolo e Tadeu Pinheiro.

Trilha sonora: Wem

Iluminação: Miló Martins

Cenografia e figurinos: Hugo Possolo

Execução dos figurinos: Ana Júlia Rodrigues e Pablo Azevedo

Adereços: Hugo Possolo, Rodrigo Bella Dona, Benedito Teixeira e

Agentemesmoqueimandoodedonacolaquente

Operação de som: Deivison Nunes

Operação de luz: Benedito Teixeira

Fotos: Luiz Doroneto

Designer Gráfico: Werner Schulz

Coordenação de produção: Cristiani Zonzini

Produção executiva: Manoela Flor

Realização: Nada de Novo Produções Artísticas / Parlapatões

 

Mais informações sobre o Parlapatões:
Redes sociais @parlapatoes

quinta-feira, 23 de abril de 2026

RÁDIO CULTURA BRASIL CELEBRA O DIA NACIONAL DO CHORO COM PROGRAMAÇÃO ESPECIAL

 

 


EMISSORA DESTACA CLÁSSICOS E GRANDES NOMES DO GÊNERO NA QUINTA-FEIRA (23/4), COM ATRAÇÕES DEDICADAS À HISTÓRIA E À RENOVAÇÃO DO CHORO

 

Na quinta-feira (23 de abril)Dia Nacional do Choro, a Rádio Cultura Brasil apresenta uma programação especial dedicada ao gênero, destacando intérpretes, compositores e obras que marcaram sua trajetória.
 

Às 13h, a série Contando o Choro, produzida pela emissora nos anos 1990, traz como convidado o flautista Altamiro Carrilho. Virtuose, compositor e produtor, o músico relembra nomes com quem conviveu, como Benedito Lacerda, Jacob do Bandolim, Waldir Azevedo e Pixinguinha, a quem define como “o maior de todos”. Ele também ressalta a importância de Callado, Ernesto Nazareth e Chiquinha Gonzaga. Ao longo do programa, Altamiro compartilha histórias de bastidores e interpreta clássicos como “Corta-jaca”, “Brasileirinho” e “Gargalhada”.
 

Às 18h, o De Volta pra Casa, em conjunto com a Rádio Cultura FM (103,3 MHz), dedica seu repertório ao choro, reunindo intérpretes de diferentes gerações, como Jacob do Bandolim, Baden Powell, Hamilton de Holanda, Armandinho Macedo e Zé Paulo Becker. A seleção inclui clássicos como Odeon e Tico-tico no fubá, além de obras que evidenciam a permanente renovação do gênero.
 

Em entrevista à Rádio Cultura nos anos 1990, o flautista Altamiro Carrilho afirmou: “o choro é a música mais importante do Brasil. Não existe nada mais importante. Tomem nota, isso vai ficar por muitas gerações, porque quem toca choro, pode dizer eu toco qualquer gênero de música. O músico que consegue tocar choro, pode dizer, eu sou músico! É assim que eu defino o choro”.
 

Sobre

O choro surgiu no Rio de Janeiro na segunda metade do século XIX. Para o pesquisador e crítico José Ramos Tinhorão, “o choro aparece não como gênero musical, como forma de tocar. Sua origem, portanto, está no estilo de interpretação que os músicos populares do Rio de Janeiro imprimiam à execução das danças de salão europeias”. Não é à toa que os “chorões” são considerados músicos talentosos. Desde sempre.

O Dia Nacional do Choro foi instituído para homenagear um dos grandes nomes do gênero, Alfredo da Rocha Vianna Filho, Pixinguinha, nascido nesse dia no ano de 1897.

 

Serviço

Rádio Cultura Brasil
Dia Nacional do Choro – programação especial
Quinta-feira, 23 de abril de 2026

Contando o Choro, às 13h — Altamiro Carrilho (acervo)
De Volta pra Casa, às 18h — apresentação de Gilson Monteiro
 

FM – 77,9 MHz
AM – 1.200 kHz
TV aberta – Canal 2.5
www.culturabrasil.com.br
App: Cultura Play

 

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