terça-feira, 16 de junho de 2026

Debate no TUCA reúne especialistas para repensar o futuro econômico e social do Brasil

 


Evento na PUC-SP promove uma reflexão abrangente sobre a reconstrução de um “Projeto Nacional de Desenvolvimento”, com foco no combate à desindustrialização, no fortalecimento da democracia e na redução das desigualdades.


No próximo dia 17 de junho, às 19h, o emblemático Teatro TUCA abrirá suas portas para o encontro “Desenvolvimento, Democracia e Mudança Estrutural: Diálogos sobre um Projeto Nacional de Desenvolvimento para o Brasil”. Esta iniciativa imperdível reúne pesquisadores, estudantes, representantes da sociedade civil e formuladores de políticas para um diálogo construtivo sobre os rumos do nosso país.


O Brasil lida hoje com um triplo desafio: a persistência das desigualdades sociais, a baixa produtividade e os fortes impactos da desindustrialização. Superar essa realidade exige, com urgência, a construção de um novo modelo. Por isso, o evento buscará ir muito além da simples análise de conjuntura. A intenção é estimular a elaboração de estratégias de longo prazo capazes de conciliar o desenvolvimento econômico com a verdadeira inclusão social e a ação coordenada do Estado.


A temática do encontro encontra forte ressonância nos debates acadêmicos recentes sobre o “social-desenvolvimentismo” brasileiro. Assim como em momentos históricos nos quais o ativismo estatal foi visto como imperativo para viabilizar mudanças estruturais rumo à (re)industrialização, o painel refletirá sobre como reconstruir essas alavancas hoje, priorizando a transformação social em um ambiente amplamente democrático.


O debate ganha ainda mais relevância diante das profundas incertezas do cenário internacional contemporâneo. A visível transição na geopolítica global, marcada pelo questionamento e gradual abandono — inclusive por parte dos Estados Unidos — da Ordem Mundial estabelecida no pós-Segunda Guerra, redefine as fronteiras do comércio, dos fluxos de capital e da cooperação internacional.


Para economias emergentes como a brasileira, historicamente expostas à volatilidade dos ciclos externos de liquidez e de preços de commodities, essa fragmentação da globalização impõe desafios inéditos e reduz o espaço de manobra para a formulação de políticas econômicas domésticas independentes.  


Nesse ambiente de instabilidade, discutir um Projeto Nacional de Desenvolvimento deixa de ser um exercício puramente acadêmico e se transforma em uma necessidade de sobrevivência institucional e soberana. O encontro examinará como o país pode se posicionar estrategicamente frente a essa nova realidade, com o desenvolvimento de saídas que fortaleçam a infraestrutura e a indústria local, além de proteger a sociedade contra choques externos, sem abrir mão dos pilares democráticos.

 

🎤 Quem Participa

O evento reunirá grandes nomes do pensamento econômico e da gestão pública brasileira, divididos em três momentos centrais de diálogo:


Mediação:

Cristina Helena Pinto de Mello: Professora e Coordenadora do Programa de Pós-Graduação (PPG) em Economia da PUC-SP.


Exposições Principais:

 José Dirceu: Ex-Ministro da Casa Civil do Brasil.

 Fernando Haddad: Ex-Ministro da Fazenda.

 Luiz G. de Mello Belluzzo: Professor da FACAMP e Economista.

Comentários e Contrapontos:


Para enriquecer o debate e trazer pluralidade acadêmica e de mercado, a mesa contará com:

 Juliane Furno: Professora da Faculdade de Economia da UFF.

 Laura Carvalho: Professora da FEA-USP e Economista.

 Samuel Pessôa: Pesquisador do BTG Pactual e do FGV IBRE.

 Rosa Maria Marques: Professora Doutora da PUC-SP.

 Luiz Fernando de Paula: Professor de Economia do IE/UFRJ.


🕒 Programação e Dinâmica

A dinâmica do encontro foi pensada para garantir profundidade e pluralidade de ideias:

19h00: Recepção e Abertura Oficial.

19h15: Introdução ao tema e condução pela mediadora Cristina Helena Pinto de Mello.

19h30: Painel de Exposições Principais – Diagnósticos e propostas estruturais apresentados por José Dirceu, Fernando Haddad e Luiz G. de Mello Belluzzo.

21h00: Rodada de Comentários e Contrapontos – Análise crítica das exposições com Juliane Furno, Laura Carvalho, Samuel Pessôa, Rosa Maria Marques e Luiz Fernando de Paula.

22h00: Considerações finais e encerramento.


🕒 Serviço: Agende-se!

 O quê: Debate “Desenvolvimento, Democracia e Mudança Estrutural”

 Data: 17 de junho

 Horário: 19h

 Onde: Teatro TUCA – PUC-SP

 Rua Monte Alegre, 1024, Perdizes,

 São Paulo (SP)

 

Mais informações: Acesse o link oficial para conferir a programação completa e garantir sua presença (gratuita): https://eventos.pucsp.br/desenvolvimento-democracia-mudanca-estrutural/


Abertas inscrições para o primeiro Sisu+

 Candidatos podem se inscrever até sexta-feira, 19 de junho, exclusivamente, pelo Portal de Acesso Único. Etapa complementar inédita do Sisu oferta 9.436 vagas disponíveis em 34 instituições públicas

 

Foto: Divulgação/MEC


 

O Ministério da Educação (MEC) abriu, nesta segunda-feira, 15 de junho, as inscrições para o Sisu+: etapa complementar do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) que oferta eventuais vagas disponíveis em instituições públicas de educação superior. As inscrições vão até sexta-feira, 19 de junho, e devem ser realizadas, exclusivamente, pelo Portal de Acesso Único. Ao todo, 34 instituições públicas de educação superior participam do Sisu+. Estão sendo ofertadas 9.436 vagas, em 532 cursos.

De acordo com o Edital nº 36/2026, que traz o cronograma e demais procedimentos relativos ao Sisu+, para se inscrever, é necessário que os candidatos tenham participado de uma ou mais edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nos últimos três anos e que tenham concorrido a vagas na etapa regular do Sisu 2026.
 

Para fins de inscrição, classificação e seleção dos estudantes, será utilizada a edição do Enem que resultar na melhor média ponderada de acordo com a opção de curso e com os critérios preestabelecidos. Na inscrição, o candidato poderá escolher até duas opções de curso, turno, local de oferta e instituição, optando por uma ordem de preferência.
 

Confira o cronograma do Sisu+ 2026: Cronograma Sisu

Sisu+ – O programa integra um ciclo mais amplo de aprimoramento do Sisu, como as alterações recentes da Lei de Cotas, aprimoramentos importantes no sistema de inscrição e melhorias na organização de vagas. A seleção é uma etapa complementar ao Sisu que tem o objetivo de ampliar o acesso à educação superior, contribuindo para a ocupação de vagas disponíveis, e de aperfeiçoar os processos da ferramenta de seleção. A etapa fortalece as instituições públicas de educação superior ao permitir que utilizem a estrutura do Sisu para ofertar vagas que, de outra forma, poderiam depender de processos seletivos próprios, com maior dispersão de regras, calendários e canais de divulgação.
 

A participação é voltada às instituições públicas e gratuitas que tenham participado da etapa regular do Sisu 2026 e formalizado a participação por meio do termo de adesão. A tendência é que o Sisu+ seja utilizado especialmente para: cursos que, tradicionalmente, dependem de chamadas sucessivas para preenchimento de vagas; instituições que realizariam processos seletivos próprios para vagas com ingresso no segundo semestre; cursos de licenciatura, engenharias e demais áreas estratégicas em que a ampliação do acesso esteja associada a políticas públicas complementares; e instituições que desejem utilizar a infraestrutura do Sisu para reduzir custos administrativos, ampliar a divulgação das vagas e padronizar procedimentos de seleção.
 

O objetivo é reduzir a necessidade de processos seletivos próprios paralelos e apoiar a organização das ofertas acadêmicas em ambiente já conhecido pelas instituições e pelos estudantes, incluindo instituições localizadas em regiões interiorizadas do país e ampliando a visibilidade de vagas eventualmente disponíveis fora dos grandes centros urbanos.
 

Com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu) 

Encontro discute intersetorialidade na educação integral

 


MEC promove lançamento do livro “Pensar a Educação Integral desde a Perspectiva da Intersetorialidade: sujeitos, saberes e territórios” durante a III Reunião Técnica da Cátedra Unesco, em Brasília

 

Foto: Divulgação/MEC



A obra “Pensar a Educação Integral desde a Perspectiva da Intersetorialidade: sujeitos, saberes e territórios” será lançada no dia 17 de junho, das 9h às 17h (horário de Brasília), durante a III Reunião Técnica da Cátedra Unesco – A Cidade que Educa e Transforma. O evento, será realizado no auditório do Anexo II do MEC, em Brasília (DF), e contará ainda com transmissão ao vivo no canal da pasta no YouTube.
 

A publicação é resultado de uma parceria entre o MEC, a Universidade Federal da Fronteira Sul (Uffs) e a Cátedra Unesco – A Cidade que Educa e Transforma, como parte das ações voltadas ao fortalecimento da educação integral em tempo integral no país.
 

O lançamento integra a programação da III Reunião Técnica da Cátedra, que reunirá representantes do poder público, bem como de universidades, redes de ensino e instituições parceiras para debater experiências, desafios e perspectivas relacionados à articulação entre diferentes políticas públicas nos territórios. A abertura da programação será dedicada à apresentação da obra e ao diálogo com seus organizadores e colaboradores, promovendo uma reflexão sobre os fundamentos conceituais e as experiências que deram origem à publicação.
 

Ao longo do evento, especialistas participarão de debate sobre a integração entre educação, cultura, ciência, tecnologia, assistência social e demais políticas públicas que contribuem para a formação integral dos estudantes. A programação também será dedicada à apresentação de experiências concretas desenvolvidas por redes municipais de ensino que vêm construindo estratégias de articulação intersetorial em seus territórios.
 

A realização da III Reunião Técnica reforça o compromisso do MEC com a consolidação da educação integral como política pública estruturante da educação básica brasileira. Ao promover o diálogo entre produção acadêmica, formulação de políticas e experiências territoriais, o encontro contribui com o fortalecimento das redes de cooperação e com a construção de estratégias capazes de ampliar a qualidade, equidade e efetividade das ações educacionais em todo o país.
 

Conteúdo – A publicação é organizada por Jaqueline Moll, Cristiane Jung Abarno, Renata Gerhardt de Barcelos e Thiago Dutra de Camargo e produzida no contexto do Programa Escola em Tempo Integral. A obra reúne pesquisadores, gestores e educadores de diferentes regiões brasileiras para refletir sobre a intersetorialidade como princípio estruturante das políticas de Educação Integral.
 

A obra parte da compreensão de que a educação integral não se limita à ampliação da jornada escolar, mas pressupõe a articulação entre diferentes políticas públicas, saberes e atores sociais, promovendo experiências educativas conectadas às realidades dos territórios. Ao longo de seus capítulos, o livro aborda temas como territórios educativos, educação infantil, educação popular, educação ambiental, participação social, contextos indígenas e memória cultural, contribuindo para a qualificação do debate nacional sobre educação integral e intersetorialidade.
 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB

Prazo para redes aderirem à PND termina quarta (17)

 


Secretários de educação devem formalizar a adesão ao exame voluntariamente, por meio do Simec. Notas da prova podem ser usadas nas seleções de professores da educação básica realizadas pelas redes de ensino
 

Foto: Divulgação/MEC

 

Terminará na quarta-feira, 17 de junho, o prazo estabelecido pelo Ministério da Educação (MEC) para a adesão das redes de ensino à Prova Nacional Docente (PND). Os secretários de educação de todo o país podem aderir voluntariamente ao exame por meio do Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do Ministério da Educação (Simec). A adesão não obriga as redes a realizarem imediatamente processos de seleção nos seus estados, mas confere segurança jurídica para que os resultados de 2025 e 2026 sejam utilizados futuramente.
 

Entes da Federação que aderiram em 2025 devem manifestar interesse em continuar com a adesão em 2026, que passará a ter validade por prazo indeterminado. Em 2025, a PND foi aplicada em 750 municípios.
 

Antes do período de inscrição dos candidatos, que será iniciado no dia 22 de junho, o MEC divulgará uma lista com todos os entes que aderiram à PND, a fim de que os professores interessados nos processos seletivos tenham conhecimento prévio acerca da possibilidade de utilização da PND.
 

A PND não é um concurso unificado e não substitui os processos seletivos dos entes, mas pode substituir as etapas de provas objetiva e discursiva de seus processos seletivos. A prova se assemelha ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) — os candidatos recebem uma nota que pode ser utilizada nos processos de seleção das redes.
 

Os entes que optarem por utilizar a nota da PND em seus processos seletivos deverão prever essa possibilidade no respectivo edital, e os candidatos deverão se inscrever tanto na PND quanto no processo seletivo da rede. Os municípios com concursos vigentes também podem aderir, já que a prova não cria um cadastro de professores que os municípios são obrigados a contratar.
 

Mais informações sobre como utilizar a PND para a seleção de professores podem ser encontradas no Guia de Apoio Técnico.
 

Aplicação – A edição de 2026 da PND será realizada em 20 de setembro e os resultados estão previstos para 15 de dezembro, a fim de possibilitar a contratação de professores para o ano letivo de 2027.
 

Conteúdo – A PND é estruturada em dois blocos de questões: formação geral docente e componentes específicos. O primeiro dispõe de 30 perguntas objetivas e mais uma discursiva, que servem para avaliar competências pedagógicas, compreensão de temas da realidade brasileira e mundial, comunicação escrita e raciocínio lógico. O segundo bloco, por sua vez, traz 50 questões objetivas voltadas a avaliar conhecimentos específicos da área, capacidade de análise e aplicação de conteúdos em situações-problema e estudos de caso. Em 2026, além das 17 áreas do conhecimento já avaliadas na edição anterior, quatro novas áreas serão avaliadas: dança, teatro, ciências da natureza e letras espanhol. O candidato deverá escolher uma dentre as 21 áreas de avaliação.
 

Mais Professores – A PND integra as ações do Programa Mais Professores para o Brasil, concebido em reconhecimento ao papel central dos docentes no processo de aprendizagem dos estudantes e no sucesso das políticas educacionais. A política busca fomentar e fortalecer a formação de docentes, ao mesmo tempo em que incentiva o ingresso de professores no ensino público e valoriza os profissionais do magistério, proporcionando-lhes recursos e oportunidades de desenvolvimento profissional contínuo.
 

Com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)

BikeCine leva cinema sustentável ao Fica 2026




As sessões gratuitas são movidas apenas pela energia limpa das pedaladas de bicicletas
 

A 27ª edição do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica 2026) recebe a experiência interativa de um cinema totalmente movido por bicicletas! O BikeCine é um cinema itinerante, ao ar livre, que funciona apenas com energia limpa e sustentável, gerada pelas pedaladas do próprio público. As sessões gratuitas acontecem entre os dias 18 e 20 de junho, na Praça do Chafariz, na cidade de Goiás.
 

A programação exibe Speed Racer, adaptação do anime japonês dirigida pelas irmãs Wachowski, Meu Amigo Totoro, longa-metragem do diretor japonês Hayao Miyazaki e uma das produções mais conhecidas do Studio Ghibli, além de Ponyo, uma história que aborda amizade, imaginação e a relação entre seres humanos e o meio ambiente. O público poderá também assistir a Flow, animação vencedora do Oscar de Melhor Animação e que acompanha a jornada de um gatinho tentando sobreviver em um mundo submerso.
 

No BikeCine, o público pode escolher de onde e como prefere assistir aos filmes: acomodado na plateia de cadeiras ou pedalando nas estações de bicicletas e participando ativamente do funcionamento da sessão. No total, são 16 estações que captam a energia gerada pelos ciclistas: 12 bicicletas adulto, duas infantis e duas bases para acoplar bicicletas trazidas pelo próprio público.

 

E o BikeCine é para todos, durante a sessão é possível também participar pelo “pedal de mão”, recurso planejado especialmente para a diversão das crianças, idosos e pessoas com mobilidade reduzida, promovendo maior acessibilidade.


A tecnologia também está presente na projeção das imagens, para garantir a melhor experiência ao público. Os filmes são exibidos na tela inflável da Airscreen, equipamento com tecnologia de ponta, que oferece alta qualidade para cinemas ao ar livre.

 

Uma experiência cultural colaborativa, ecológica, inclusiva e diferenciada, o BikeCine tem dois anos de atividades, e tem parceria de desenvolvimento com os já bem-sucedidos cinemas ao ar livre: Cine Autorama e CineSolar.

 

No Instagram: @bikecine
 

Serviço
BikeCine no Fica 2026

Data: 18 a 20 de junho de 2026

Horário: a partir das 18h30
Local: Praça do Chafariz – Rua da Praça Brasil Caiado, Centro, cidade de Goiás (GO)

 

Programação

Quinta-feira (18/06)
18h30 às 20h45 – Speed Racer
21h às 22h30 – Meu Amigo Totoro

Sexta-feira (19/06)
18h30 às 20 horas – Flow

Sábado (20/06)
18h30 às 20 horas – Flow
20h30 às 22h15 – Ponyo

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Instituto MECA ocupa o MAC Niterói com exposição dedicada às relações entre arte contemporânea, espiritualidade e território

 


De 20 de junho a 23 de agosto de 2026, a mostra reúne produções desenvolvidas durante residências artísticas realizadas no estaleiro Mac Laren, em Niterói, propondo reflexões sobre corpo, ancestralidade, memória e as dimensões sensíveis.

NITERÓI (RJ) — Entre matéria e transcendência, presença e rito, a mostra "Mistério das Coisas Vivas" ocupa o Mezanino do Museu de Arte Contemporânea de Niterói entre 20 de junho e 23 de agosto de 2026. Reunindo obras de Anna Livia Taborda Monahan, Ana V. Lopes, Yaka Huni Kuin, Julia Gallo, Mayra Carvalho e Caio Pacela — artistas residentes do Instituto MECA entre 2025 e 2026 —, a exposição apresenta um conjunto de trabalhos que investiga diferentes expressões da espiritualidade contemporânea e suas relações com natureza, território, ancestralidade e imaginação.

Com texto de apresentação de Catarina Duncan — curadora convidada —, além de textos de Denilson Baniwa e Danniel Tostes — mentores do Programa de Residência —, e de Bianca Bernardo, curadora do Instituto, a mostra reúne trabalhos produzidos ao longo das residências artísticas realizadas entre o final de 2025 e o primeiro semestre de 2026. Em diálogo com linguagens como pintura, escultura, instalação e desenho, as obras articulam práticas poéticas que atravessam corpo, memória e percepção, compreendendo espiritualidade e transformação como experiências vividas, encarnadas e coletivas.

Mais do que apresentar individualidades, a exposição se estrutura como um campo de relações no qual cada obra opera como extensão de universos afetivos, simbólicos e políticos. A partir de distintas cosmologias e percepções do sagrado, os artistas constroem paisagens de encontro entre o íntimo e o coletivo, instaurando zonas de tensão e aproximação entre visível e invisível, matéria e espírito, permanência e transformação.

Ao ocupar o Mezanino do Museu de Arte Contemporânea de Niterói, Mistério das Coisas Vivas propõe ao público uma experiência sensorial e reflexiva voltada à escuta, à presença e à imaginação compartilhada. Em um contexto marcado pela aceleração e pela fragmentação das experiências coletivas, os trabalhos reunidos afirmam o sensível como espaço de elaboração crítica, conexão e reinvenção de formas de existência.

Instalado na Ilha da Conceição, no interior do estaleiro Mac Laren, o Instituto MECA vem se consolidando como um espaço de pesquisa, experimentação e formação artística voltado à criação de redes de permanência, troca e diálogo com o território. A exposição no Museu de Arte Contemporânea de Niterói amplia esse movimento ao colocar em contato direto com o público os processos e investigações desenvolvidos durante as residências.

O Instituto MECA, responsável pela exposição, é uma iniciativa do Grupo Mac Laren. Situado em pleno complexo industrial na Ilha da Conceição, o MECA se destaca por sua proposta inovadora: “O MECA nasce do desejo de reimaginar o papel da indústria no mundo contemporâneo. Não apenas como motor econômico, mas como agente ativo na produção de cultura, conhecimento e regeneração ambiental. Inserido em nosso histórico estaleiro, o instituto transforma um espaço de trabalho em território de criação e reflexão, conectando artistas, comunidade e natureza. Acreditamos que investir em cultura é investir em futuro, e que o desenvolvimento só é pleno quando integra sensibilidade, consciência e impacto real. O MECA é, acima de tudo, um convite para repensarmos juntos as formas de habitar, produzir e coexistir no nosso tempo”, explica Eduardo Mac Laren, diretor de sustentabilidade do grupo e idealizador do Instituto.




Dentre os artistas participantes, destacam-se nomes no cenário da arte contemporânea:
Ana V. Lopes (n. 1998, Japuíba, Brasil) é artista visual, curadora, arte-educadora e pesquisadora contracolonial. Graduada em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF), atualmente atua como curadora no Galpão Bela Maré. Em sua prática artística, investiga o encontro entre barro, terra e corpo, fabulando mundos que coabitam, adentrando o campo onírico e narrando histórias. Seus interesses atravessam estudos de processos de queima, coletas manuais e aglutinações orgânicas. Participou dos programas Habitar os Vínculos - Terra Saúva (São Paulo, 2023), Casa Figueira (Rio de Janeiro, 2025) , Ainda,Lab (Rio de Janeiro, 2025) e Arte Livre, Ar Livre com Casa Europa (Rio de Janeiro, 2025). Entre as suas exposições, destacam-se Canção Sublime, Notas para o infinito na Claraboia (São Paulo) Emaranhados, no Sesc São Gonçalo (Rio de Janeiro); PARU: Ecos do Barro no Parque da Catacumba (Rio de Janeiro). Realizou as exposições individuais: Fragmentos da Encantaria na Galeria Sala Nelson Perreira (Niterói) e Do que me contaram, ao que sonhei na Galeria Centro de Artes (Niterói). Participou do SOLAR +10 na SP Arte. Sua obras integram coleções particulares brasileiras e internacionais.

Anna Livia Taborda Monahan (n. 1997, Nova York, Estados Unidos) formou-se em Pintura pela EBA-UFRJ em 2021. Estudou gravura e cerâmica em ateliers independentes e integrou, de 2016 a 2021, o grupo de desenho e pintura do Atelier Oruniyá. Seu trabalho investiga o encontro entre a ordem humana e a natureza caótica, combinando pintura a óleo e guache com elementos escultóricos. As cenas mostram criaturas em suspensão, como se à espera de um acontecimento, em paisagens naturais ou urbanas subdivididas em camadas. O uso do sgraffito conecta pintura e relevo, revelando cores vibrantes e terrosas sobre fundos de gesso pigmentado. Vive e trabalha em seu ateliê no Rio de Janeiro, onde aprofunda pesquisas entre estudos científicos, referências do pré-renascimento, surrealismo e paisagens que emergem de suas vivências e do subconsciente. Sua primeira exposição individual, Avifauna Imaginária (Espaço Sérgio Porto, 2024), foi seguida por importantes coletivas, como o 31 MAJ (Sesc Ribeirão Preto), o pocket show Babirrussa (RJ) e a mostra Remanso (Casa Iramaia, SP).

Yaka Huni Kuin (n. 1996, Jordão, Acre, Brasil) é artista e aprendiz da floresta, nascida na Aldeia Chico Curumim, no Rio Jordão, Acre, Brasil. É parte do MAHKU (Movimento dos Artistas Huni Kuin), fundado por Ibã Sales Huni Kuin, de quem é filha. O MAHKU traduz em imagens os cantos e mitos Huni Kuin, utilizando a pintura como tecnologia de comunicação entre os mundos indígena e não indígena. Yaka é uma importante articuladora artística e social de sua comunidade e uma das fundadoras do coletivo Kayatibu, ponto de cultura que reúne jovens Huni Kuin em torno da preservação de sua cultura através da música, dança e mitos. Co-fundadora do Centro de Cultura Kayatibu e minhas obras estiveram recentemente expostas na exposição “Moquém_Surarî: arte indígena contemporânea” no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM). Já fiz parte das exposições “Les Vivans” na Fundação Cartier, França, e da 35a Bienal de São Paulo “Coreografias do Impossível”.

Julia Gallo (n. 1997, Rio de Janeiro, Brasil) é artista visual, vive e trabalha em São Paulo. Seus trabalhos têm por procedimento central o desenho, seja como carvão riscando a tela, tesoura cortando papel ou mesmo sombras translúcidas projetadas no espaço. Gallo cria anatomias ficcionais que dão forma a estados de ânimo específicos, dissolvendo a suposta dicotomia entre corpo e alma. Em seus trabalhos, criaturas indizíveis e gestos indecifráveis são vistos em cenas densas e inflamadas, cuja sensação provoca, simultaneamente, sensações familiares e mistérios vitais. A prática de Gallo é marcada por uma investigação contínua sobre o diálogo entre força e vulnerabilidade. Seus trabalhos revelam texturas que oscilam entre a densidade da matéria e a leveza do gesto, transformando-se em uma narrativa visceral. Com referências a tragédias clássicas e simbologias bíblicas, suas obras habitam o limiar entre o efêmero e o eterno, envolvendo o espectador em uma experiência psicológica profunda. Entre suas exposições recentes estão: “Aguardente”, no Paço das Artes, São Paulo, Brasil (2024); “A noite dos clarões: ecos do surrealismo e outras cosmologias”, na Flexa Galeria, Rio de Janeiro, Brasil (2024); “Essen”, na Galerie Gruppe Motto, Hamburgo, Alemanha (2024); “VRUMMM”, na Galeria Millan, São Paulo, Brasil (2024); “Do desenho”, no Centro Cultural dos Correios, Rio de Janeiro, Brasil (2024); “Gestos de amor, práticas de sedução”, na Galeria Almeida & Dale, São Paulo, Brasil (2024); “Artista de artista”, na Galeria Luisa Strina, São Paulo, Brasil (2023); e “Here becomes elsewhere”, no Fabrica Research Centre, Treviso, Itália (2023).

Mayra Carvalho (n. 1997, Baixada Fluminense, Brasil) é artista visual e pesquisadora contracolonial. Seu trabalho investiga a força e as confluências dos rios flutuantes como transmissores de mensagens, atravessando memórias, cosmopercepções coletivas e o encontro de saberes. A artista reflete sobre como os ritmos naturais, os ritos e os fluxos dos ventos, rios e terras se entrelaçam às forças dos saberes espirituais de sua etnia, que a orientam e a guiam. Participou dos programas Formação e Deformação, da EAV Parque Lage (Rio de Janeiro, 2021), e Pista, Ritmo, Fluxo, da Elã Escola Livre de Artes, no Galpão Bela Maré (Rio de Janeiro, 2023). Entre suas exposições, destacam-se Todo se Mueve, no Museo de Antioquia (Medellín, Colômbia); Fazer com pensar junto, no Centro Cultural Banco dos Correios (Rio de Janeiro); Insurgências e o contraponto do longe, no Centro Cultural Bienal das Amazônias (Belém do Pará); e Nature must go, you must stay, no Recinto / La Clínica (Oaxaca, México). Suas obras integram os acervos do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e do Museu Histórico Nacional.

Caio Pacela (n.1985, Espírito Santo do Pinhal, Brasil) é bacharel em Pintura (UFRJ), frequentou cursos livres na EAV Parque Lage. Por meio da pintura e desenho, com forte influência da fotografia, a obra de Pacela se distingue por sua aproximação e aprofundamento no tema da espiritualidade e suas ramificações (fé, crença, identidade, culto, oferenda e transcendência), especialmente sob a perspectiva de sua experiência pessoal. Ao eleger a espiritualidade como campo de experimentação encontra nela caminhos para o desdobramento de sua poética ao observar sua ação no corpo e no espaço que o cerca. Entre o místico e o terreno, sua obra traz também à tona questões de simbiose entre os sujeitos individual e coletivo, seus relacionamentos de subversão e interferência recíprocas com ênfase no caráter espiritual, intuitivo e subjetivo das relações humanas e sua postura ante a ideia do eterno, do sagrado e do divino. O artista apresentou exposições individuais recentes como o artista fraco (2025) na Janaina Torres Galeria, em São Paulo, e CONSAGRAÇÃO (2022) na Casa Bicho, no Rio de Janeiro. Entre suas participações em exposições coletivas, destacam-se Prata, Papel, Tesoura (2025) na Janaina Torres Galeria, São Paulo; Do Desenho (2024) no Centro Cultural Correios e Apocalipse (2024) na Casa França Brasil, ambas no Rio de Janeiro; Entes (2024) na Janaina Torres Galeria, São Paulo; Coração na mão (2023) na Galerie SALON H, em Paris; Vocês, Verão (2023) na Martha Pagy Escritório de Arte, Rio de Janeiro; ID (2022) na Z42Arte, Rio de Janeiro; NaZanza (2019) na Villa Aymoré, Rio de Janeiro; e Empresta-me Um Dos Seus Dias (2019) na Arte Londrina 7, em Londrina. Sua produção também foi registrada em publicações como Nossa Voz (#1025, 2026) e Revista ZUM (#27, 2024). O artista participou da residência do MECA Instituto e foi indicado ao Sauer Art Prize SP-Arte 2025. Seu trabalho integra importantes coleções, como a Pinacoteca do Estado de São Paulo.


SERVIÇO
Exposição: Mistério das Coisas Vivas
Obras de: Anna Livia Taborda Moynahan, Ana V. Lopes, Yaka Huni Kuin, Julia Gallo, Mayra Carvalho e Caio Pacela
Texto de apresentação: Catarina Duncan (curadora convidada), além de Denilson Baniwa e Danniel Tostes (mentores do Programa de Residência) e de Bianca Bernardo (Instituto MECA)
Período Expositivo: 20 de junho a 23 de agosto de 2026
Local: Mezanino - MAC Niterói
Endereço: Mirante da Boa Viagem, s/nº - Boa Viagem - Niterói - RJ
Horário de visitação: Terça a domingo, das 10h às 18h (entrada permitida até 17h30)
Classificação indicativa: Livre
Site: https://visite.museus.gov.br/instituicoes/museu-de-arte-contemporanea-mac-niteroi/

Ingressos
Inteira: R$20
Meia-entrada: R$10 (pessoas com mais de 60 anos, estudantes de escolas particulares e universidades, ID Jovem)

Gratuidades: Crianças menores de 7 anos, estudantes da rede pública (ensino fundamental e médio), moradores e naturais de Niterói, servidores públicos municipais de Niterói, pessoas com deficiência, visitantes que chegarem ao museu de bicicleta.

Entrada gratuita para todos às quartas-feiras.
Bilheteria: Venda exclusivamente presencial, pagamento apenas em dinheiro.

Observações: Não é permitido circular no museu com comida, bebida, bolsas e mochilas de porte médio ou malas. Há guarda-volumes gratuito, sujeito à lotação.


MUSEU DO AMANHÃ ABRE INSCRIÇÕES PARA O SIMBIOSES — INTERCÂMBIO DE INVERNO 2026

 Segunda etapa do programa formativo transforma reflexões sobre o elemento fogo através de protótipos entre arte, ciência e sociedade

 

Rio de Janeiro, 12 de junho de 2026 – O Museu do Amanhã abre inscrições para o Simbioses — Intercâmbio de Inverno 2026, segunda etapa do programa formativo que integra o ciclo curatorial da instituição e reúne jovens pensadores e criadores em uma experiência intensiva de experimentação e desenvolvimento de projetos. As inscrições são gratuitas e estarão abertas a partir de 12 de junho.

 

Parte integrante do ciclo curatorial do Museu do Amanhã, o Simbioses é um intercâmbio intensivo dividido em três núcleos complementares — teoria, prototipagem e seminário — voltado para participantes entre 25 e 35 anos com atuação em áreas como design, programação, artes, arquitetura, engenharia e campos afins. O programa busca promover trocas interdisciplinares e estimular a criação de ideias capazes de conectar arte, ciência, tecnologia e sociedade através de formações temáticas.

 

Após o primeiro movimento, realizado durante o verão e dedicado a debates críticos e à construção de referências conceituais, o Intercâmbio de Inverno marca a etapa de prototipagem do projeto. Entre os dias 17 e 31 de julho, os participantes se reunirão presencialmente no Museu do Amanhã para aprofundar o diálogo entre saberes acadêmicos, experiências comunitárias e práticas artísticas, promovendo um processo de criação verdadeiramente coletivo e plural.

Ao longo de duas semanas de atividades intensivas, os participantes terão acesso a um ambiente de formação e criação colaborativa voltado ao desenvolvimento de ideias, metodologias e linguagens experimentais. O objetivo é transformar reflexões produzidas na etapa teórica em experiências concretas capazes de estimular novas formas de imaginar e construir futuros.

 

O Simbioses prevê ainda um terceiro momento no fim do ano: o Seminário, encontro que reunirá pesquisadores, criadores e público para aprofundar os debates conceituais mobilizados ao longo do processo. Como resultado do programa, será produzido o caderno de estudos “Escritas sobre o Fogo”, publicação que reunirá reflexões e registros desenvolvidos durante os intercâmbios.

 

As atividades são gratuitas e os participantes selecionados receberão certificado de conclusão. O programa contará com recursos de acessibilidade em Libras mediante inscrição de pessoas surdas.

 

SERVIÇO

Simbioses — Intercâmbio de Inverno 2026

Inscrições: a partir de 12 de junho de 2026

Forma de inscrição:

Link

 

Período de realização:

18 a 31 de julho de 2026
 

Local:

Observatório do Museu do Amanhã

Praça Mauá, 1 – Centro, Rio de Janeiro

 

Público-alvo:

Jovens pensadores e criadores entre 25 e 35 anos, com atuação em áreas como design de produto, programação, artes, arquitetura, engenharia e áreas afins.

 

Participação:

Gratuita

 

Acessibilidade:

Libras, mediante inscrição de pessoas surdas.

Atividade fechada ao público, destinada aos participantes selecionados mediante processo de inscrição.

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