quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

ANIVERSÁRIO DE SÃO PAULO: MUSEU AFRO BRASIL ABRIRÁ DUAS MOSTRAS E LANÇARÁ DOIS LIVROS. PROGRAMAÇÃO GRÁTIS


 

Museu Afro Brasil inaugura duas exposições e comemora os 457 anos de São Paulo com programação especial

 

Serão lançados os livros "Eu Tenho um Sonho. De King a Obama - A Saga Negra do Norte" e "Textos de Negros e Sobre Negros" em parceria com a Imprensa Oficial do Estado

 

Data: 25 de janeiro

Hora: das 13 às 17 horas

Grátis

Em comemoração aos 457 anos da cidade de São Paulo o  Museu Afro Brasil, instituição da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo promoverá   dia 25 de janeiro, das 13 horas às 17 horas,  uma programação especial com  a abertura das exposições  "A Natureza Viva de Frans Krajcberg"  e "As Bandeiras do Vodu e os Primeiros Momentos do Terremoto"; o lançamento dos livros de arte  "Eu Tenho Um Sonho – De King a Obama – A Saga Negra do Norte" e "Textos de Negros e Sobre Negros", organizados pelo artista plástico Emanoel Araujo  e coedição com a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo; além do lançamento da nova edição da Revista Afro B - 03, publicação trimestral Museu Afro Brasil/Pontão de Cultura.

As exposições

Ø  A Natureza Viva de Frans Krajcberg – de 25 de janeiro a 27 de fevereiro. Uma seleção de fotos que revelam a grande paixão do artista, que é também um assumido defensor da natureza. Da visão deste amante solitário surgem imagens de beleza sedutora. As folhas, as flores, as matas e as florestas. Para esta mostra, o curador Emanoel Araujo selecionou 16 imagens que fazem parte do Calendário 2011 da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.  Frans Krajcberg é escultor, gravador e fotógrafo polonês, naturalizado brasileiro e radicado desde 1972, no Sul da Bahia , onde vive e trabalha entre milhares de espécies nativas que ele mesmo plantou em seu sítio. " Ele é um descobridor da beleza e do poder de fazer surgir, no meio das mais profundas florestas carregadas do silêncio e da intocabilidade, a sua voz de defensor eterno e apaixonado. Ele é um cultivador dos seres vivos, que acolhidos pelo seu olhar, se abrem para o Sol e se mostram em seu esplendor...", disse Emanoel Araújo.

 

Ø  As Bandeiras do Vodu e os Primeiros Momentos do Terremoto"- De 25 de janeiro a 27 de fevereiro -  A exposição apresenta objetos sagrados haitianos ao lado do trabalho fotográfico dos brasileiros Anderson Schneider e Caio Guatelli,  jornalistas que foram à capital Porto Príncipe para a cobertura da catástrofe que assoulou o país em janeiro de 2010. A mostra comemora o lançamento do catálogo "O Haiti Está Vivo Ainda Lá", da exposição apresentada no ano passado com 350 peças – entre bandeiras, garrafas e recortes sagrados.  A publicação,  lançada em parceria com a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo,  apresenta o colorido da arte religiosa e dos símbolos sagrados do Vodu, com bandeiras bordadas, garrafas estampadas, bonecas rituais, recortes de chapas de metal e de borracha.

 

Nesta mostra objetos e imagens colocam lado a lado o sagrado e  a resistência do povo haitiano marcado por traumas e infortúnios. A arte religosa é representada por cerca de 70 objetos sagrados presentes nos rituais de Vodu.  Já as imagens refletem o caos, a dor e a resistência de um povo diante da destruição de sua terra natal. São 70 fotos de Anderson Schneider e Caio Guatelli que mostram as ruas de Porto Príncipe tomadas por escombros, sobreviventes, cadáveres, equipes de socorro e  militares.  "Espessas colunas de fumaça erguem-se de todos os cantos da cidade como legiões de valquírias negras, levando aos céus as feridas da terra – feridas que deixaram com ainda menos os que já quase nada tinham", narrou Anderson.  As fotos de Caio traduzem momentos de angústia vividos no cumprimento do dever de repórter. "O cenário da cidade destruída pelo terremoto fica ainda mais caótico, quando barulhos de tiros soam no meio da correria. O cheiro de cadáveres agora se mistura ao de pólvora, e a tragédia parece só aumentar...", disse.

Lançamentos de livros

Ø  Textos de Negros e Sobre Negros – Org. Emanoel Araujo (Coedição Museu Afro Brasil e Imprensa Oficial do Estado de SP). O livro é um mergulho na vida, na cultura e na construção da complexa identidade do negro brasileiro.  São mais de 30 textos formando uma super coletânea, onde negros (famosos ou não) refletem sobre personalidades negras que tiveram um olhar sensível, mesmo na adversidade de momentos poucos favoráveis, mas cheios de paixão para entender, compreender e interpretar o outro. As páginas misturam escritos de personagens célebres com Luís Gama, Teodoro Sampaio, Machado de Assis,  Cruz e Souza, Auta de Souza e Noel Rosa com contemporâneos como    Mello Moraes Filho, Roger Bastide e Oswaldo de Camargo.

Entre os textos estão  "O Príncipe Obá II", de Mello Moraes Filho; "O Africano Colonizador", de Manuel Raimundo Querino; "Aspectos da influência africana no Brasil", de Gilberto Freire; "Uma festa de Xangô no Opó Afonjá", Vivaldo Costa e Lima; "A importância nacional do negro", Édison Carneiro; "O emparedado", Cruz e Souza; "Sabina", Machado de Assis; "Retrato de um primo", Emiliano Di Cavalcanti; "Mulato Bamba", Noel Rosa;  "Mais cedo ou mais tarde", Geraldo Pereira; "Poemas Negros", Jorge de Lima; "Ao pé do túmulo", Auta Souza; "Negra", Golçalves Crespo; "O estranho", Oswaldo de Camargo; e "Ética enviesada desvia enfrentamento do problema negro", Milton Santos, entre outros.

"Este livro não traz somente textos sentimentais de negros sobre negros, mas,  nas linhas e nas entrelinhas, o grande legado construído na adversidade (...) Nestas páginas estão escritas as lutas vividas por cada cidadão afro-brasileiro, que alimentou a sede de liberdade", escreveu Emanoel Araujo.

Ø  Eu Tenho Um Sonho. De King a Obama – A Saga Negra do Norte" – Org. Emanoel Araujo (Coedição Museu Afro Brasil/Imprensa Oficial do Estado de São Paulo). A obra é baseada na exposição de mesmo nome, inaugurada em 20 de novembro de 2009. Imagens, textos e obras foram selecionadas para celebrar, em um pouco mais de um século após a Abolição dos Escravos,  a grande conquista do afro-americano: ter um negro na presidência dos Estados Unidos. É uma recuperação histórica que sublinha momentos importantes desde a escravidão, passando pela abolição, Guerra da Secessão e culminando com a luta pelos direitos civis, marcada pelo grande líder Martin Luther King e finalmente a  eleição de Barack Obama. O livro  destaca as obras inéditas de nove artistas brasileiros: Antonio Hélio Cabral (obra: KO), Antonio Peticov (obra: Nobel Obama), Alex Ornest (obra: Controlando a Máquina), Baravelli (obra: Ilustração no estilo americano), Claudio Tozzi (obra: Obama), Helena Sardenberg (obra: Keep on walking), Futoshi Yoshizawa (obra: Multidimensão com B. Obama), Ivald Granato (obra: Barack Obama-Emanoel Araujo), Newton Mesquita (obra: Barack Obama), Macaparana (obra: Dia de Obama/Série Cidades) e Siron Franco (obra: Porta Retrato do Menino Barack Obama).

   

Funcionamento: de terça a domingo, das 10 às 17 horas (permanência até às 18h)

Estacionamento: Portão 3 – Zona Azul

Entrada: Grátis

Classificação: Livre

Para maiores informações: faleconosco@museuafrobrasil.org.br

Para agendar visitas: agendamento@museuafrobrasil.org.br ou

Fone: 55 11   3320-8900 ramal 121

 

Diretor curador: Emanoel Araujo

Diretor executivo: Luiz Henrique Marcon Neves

Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, s/ nº

Parque Ibirapuera- Portão 10

São Paulo- SP - Brasil

CEP: 040094-050

Fone: 55 11 3320-8900

www.museuafrobrasil.org.br

 


 

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Mostra CCBB - Luc Mollet

LUC MOULLET, CINEMA DE CONTRABANDO

 

EM FEVEREIRO, AMPLA RETROSPECTIVA DEDICADA AO FRANCÊS LUC MOULLET

 

 

*** evento acontece em SP, RJ e Brasília, com presença do homenageado

 

 

 

Um dos expoentes do movimento da Nouvelle Vague e conhecido por seu cinema bem humorado, de temática anti-autoritária e de estética inovadora influenciada pelos filmes B norte-americanos, o diretor e crítico francês Luc Moullet  ganha inédita retrospectiva de sua obra. Intitulada "Luc Moullet, Cinema de Contrabando", a mostra acontece nas unidades do Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro (1º a 20 de fevereiro), de São Paulo (2 a 20/02),  e de Brasília (15/02 a 6/03) e conta com a presença do homenageado nas três capitais.

 

O evento já tem confirmada a exibição de 36 das quatro dezenas de títulos dirigidos por Moullet, entre longas, telefilmes e curtas-metragens.

 

Nascido em Paris em 1937, o cineasta tem entre seus admiradores nomes como Jean-Luc Godard, Jean-Marie Straub, Claire Dennis, Raoul Ruiz e o brasileiro Carlos Reichenbach. Sua filmografia, premiada pelos mais importantes festivais internacionais, como Cannes e Berlim, mereceu, entretanto, muito pouca circulação no Brasil.

 

Moullet acumula também destacada atividade como crítico, iniciada aos 18 anos de idade na prestigiosa revista Cahiers du Cinéma. Seus textos são reconhecidos como fundamentais para a Nouvelle Vague e os novos cinemas que eclodiram nos anos 1960 em países como a ex-Tchecoslováquia, Hungria, Brasil e Polônia, entre outros. Seu trabalho crítico aborda diretores como Fritz Lang, Cecil B. DeMille, Jean-Luc Godard, Gerd Oswald, Miklós Jancsó e Catherine Breillat.

 

Autodefinido como um cineasta cômico, Moullet é considerado como herdeiro de Jacques Tati, pela percepção visual e sonora, e de Alfred Jarry, por sua capacidade de oscilar no absurdo. O cineasta também é filiado a uma família de cineastas marginais que escolheram exprimir-se na primeira pessoa do singular (assim como Philippe Garrel e Jonas Mekas).

 

Seu longa de 1966 "Brigitte et Brigitte" conta com participações dos cineastas Samuel Fuller, Claude Chabrol, Eric Rohmer e André Téchiné. Seus longas seguintes incluem um autêntico filme B ("Les Contrebandières", 1967), um western psicológico com o mítico ator Jean-Pierre Léaud ("Une Aventure de Billy le Kid", 1971, nunca lançado na França, mas de boa circulação no exterior) e uma paródia de dramas românticos ("Anatomie d'un Rapport", 1975, co-dirigido com a sua esposa Antonieta Pizzorno, ficção documental sobre a sexualidade de um casal logo após 1968, estrelado pelo próprio Moullet, Christine Hebert e Antonietta Pizzorno). A maior parte dos filmes que realizou a seguir organizam-se em torno dos princípios de "Anatomie d'un Rapport": Luc Moullet no papel principal, voz off, humor, imagens do quotidiano, oscilação entre a ficção e o documentário, autobiografia e comédia.

 

A partir dos anos 1980, Moullet inicia uma produção de curtas-metragens de humor, realizados entre as filmagens de seus longas. Em 2000, o curta "Le Systeme Zsygmondy" foi premiado no Festival de Cannes, onde, em 1979, "Genèse d'un Repas" havia sido laureado.

 

Em 1987, no mesmo festival, o longa "La Comédie du Travail" venceu o Prêmio Jean Vigo - uma premiação concedida a jovens diretores (Moullet tinha 50 anos à época). "Les Sièges de l'Alcazar", longa de 1989, é considerado pela crítica como filme a respeito da cinefilia de todos os tempos.

 

Vivendo atualmente momento de celebração de sua carreira, Moullet viu recebida com entusiasmo uma caixa de DVDs reunindo seus primeiros oito longas-metragens lançada em 2007 na França e Estados Unidos (veja texto ao final).

 

Em 2009 Moullet novamente causou sensação no Festival de Cannes ao apresentar "La Terre de la Folie", um tratado sobre as relações entre a loucura e a região francesa dos Alpes do Sul, terra de origem do cineasta (segundo ele, local que teria mais loucos assassinos ou suicidas do que outros territórios similares). Também em 2009, o cineasta ganhou importante retrospectiva de sua obra organizada pelo Centre George Pompidou, em Paris. Para o presidente do Centre Pompidou, Alain Seban, o cineasta é dono de uma obra "inventiva e divertida, que inspirou e estimulou artistas de todas tendências, de Jean-Luc Godard a Claire Dennis".

 

Para Jean-Marie Straub, "depois de Moullet,  estamos há muito tempo à espera de um cineasta tão importante como ele e que mostre tanta liberdade. "Les Contrebandières" já era um filme extraordinário, e "Une Aventure de Billy Le Kid", é uma obra-prima, o melhor filme com Jean-Pierre Léaud e um dos raros filmes surrealistas franceses. Luc Moullet é sem dúvida o único herdeiro de Buñuel e Tati."

 

Além da exibição da filmografia de Moullet, o evento promove a sua vinda para apresentar sessões e conversar com o público nas três capitais em que a programação é exibida. Também está sendo organizada uma publicação inédita no Brasil sobre a obra de Luc Moullet. A curadoria e organização geral do evento é assinada por Francisco Cesar Filho e Rafael Sampaio. A produção do evento é da Klaxon Cultura Audiovisual, em colaboração com Associação do Audiovisual, com patrocínio do Banco do Brasil.

 

filmografia de Luc Mollet

 

2010 : Toujours moins (12min, cor)

2010: Chef d'ouvre (15min, cor)

2009 - La Terre de la Folie (85min, cor)
2007 - Le Prestige de la Mort (75min, cor)

2006: Jean-Luc selon Luc (7min, cor)
2006 : Le Litre de lait (13min, cor)
2006 : Quelques gouttes en plus (6min, cor)

2001 : Sans titre (4min, cor)
2000 - Le Système Zsygmondy (18min, cor)

2002 - Les Naufragés de la D17 (81min, cor)
1998 - … Au Champ d'Honneur (15min, cor)

1997 - Nous sommes tous des Cafards (10min, cor)
1996 - Le Fantôme de Longstaff

1996 - L'Odyssée du 16/9 (11min, cor)
1995 - Le Ventre de l'Amérique (25min, cor)
1994 - Imphy, Capitale de la France (24min, cor)
1994 - Toujours Plus (24min, cor)
1994 – Foix (13min, cor)
1992 – Parpaillon (84min, cor)

1991 - La Cabale des Oursins (17min, cor)
1990 - Aeroporrr d'Orrrrly (6min, cor)
1990 - La Sept Selon Jean et Luc (13min, cor)
1989 - Les Sièges de l'Alcazar (52min, cor)

1988 - Essai d'Ouverture (15min, cor)
1987 - La Comédie du Travail (88 min, cor)
1987 - La Valse des Médias (27min, cor)
1986 - L'Empire de Medor (13min, cor)
1984 – Barres (14min, cor)
1983 - Les Minutes d'un Faiseur de Film (13min, PB)
1983 - Les Havres (12min, cor)
1982 – Introduction (8min, cor)
1981 - Ma Première Brasse (43min, PB)
1978 - Genèse d'un Repas (117min, PB)
1975 - Anatomie d'un Rapport
1971 - Une Aventure de Billy le Kid (77min, cor)
1967 - Les Contrebandières (80min, PB)
1966 - Brigitte et Brigitte (75min, PB)
1962 - Capito? (8min, cor)
1961 - Terres Noires (19min, cor)
1960 - Un Steack trop Cuit (19min, PB)
 

Sobre Luc Moullet

"Caixa de DVDs lançada na França

permite redescobrir a obra do rebelde diretor Luc Moullet"

 

por Pedro Maciel Guimarães

 

A Nouvelle Vague não foi igualitária com seus criadores. Se de um lado temos Godard, Truffaut, Chabrol e Rivette, que se tornaram cineastas aclamados mundialmente, do outro lado, temos Luc Moullet, cineasta político e prolífico que ficou à sombra de seus companheiros, apesar de ter uma das mais ricas filmografias do cinema de autor francês.

Uma caixa com oito dos primeiros filmes de Moulet foi lançada recentemente na França e permite agora rever a obra deste diretor rebelde, que começou a dirigir praticamente no mesmo momento em que eclodia a Nouvelle Vague -seu segundo curta, "Terres Noires" (1961), é um ensaio cinematográfico sobre pobres no interior da França e tem a consistência de um "Las Hurdes", de Buñuel.

A estrela da coletânea de Luc Moullet é seu primeiro longa, "Brigitte e Brigitte", uma espécie de versão feminina de "Os Primos" (Claude Chabrol, 1959). O longa de 1966 atualiza alguns dos preceitos inovadores colocados em prática por Godard desde "Acossado": uma cinefilia incontida e engajada, a distinção radical entre a imagem e o som, a cacofonia de sons e diálogos. "Brigitte e Brigitte" coloca na frente da ação duas amigas do interior, recém-chegadas na Paris dos anos 60. Enquanto Godard, Truffaut e Chabrol escolheram freqüentemente contar sobre conquistas amorosas do ponto de vista de um personagem masculino, Moullet o faz do ponto de vista das garotas, que usufruem dos mesmos direitos libertários que comandavam os personagens masculinos do movimento.

A supremacia feminina continua no segundo longa do diretor, "As Contrabandistas" (1967), uma comédia dramática que bebe na fonte de "Jules et Jim" (só que com duas mulheres para um homem) e vai além da narrativa de Truffaut, ao inserir elementos revolucionários e mensagem política num "road movie a pé", bastante coerente com a idéia de filme baixo orçamento defendida por Moullet.

"As Contrabandistas" usa do humor para militar em favor da paz ("o contrabando é a melhor maneira de lutar contra uma guerra; se não há impostos, não há dinheiro para comprar armas", dispara uma das contrabandistas). Filme radicalmente contra a sociedade de consumo, nele as personagens, marginais dentro do capitalismo, são também dissidentes no seu próprio universo -as duas garotas fogem não só dos agentes da alfândega como também do "sindicato das contrabandistas". "Brigitte e Brigitte'' e "As Contrabandistas'' serviram de base para o cinema de Moullet nas décadas seguintes, que reuniu o militantismo polílitico a uma narrativa de cunho bastante pessoal, em que o trabalho do ator é a peça-chave.

Luc Moullet, ele mesmo, e ator e teórico da interpretação para o cinema 1. Comparado várias vezes pela crítica francesa ao humorista Jacques Tati, Moullet só viria a criar seu "personagem único", nos mesmos moldes de Tati, Buster Keaton ou Charles Chaplin, na metade dos anos 70, com outros dois filmes: "Anatomia de uma Relação" (1976) e "A Gênese de uma Refeição" (1978), que são obras gêmeas e complementares da nova fase da filmografia do diretor.

"Anatomia de uma Relação" parte de uma perspectiva pessoal para falar de um mal-estar coletivo: a dificuldade das relações no capitalismo. Desse filme, Serge Daney vangloriou as virtudes inovadoras da utilização do som, entre a modernidade e o classicismo. "É um filme do começo do cinema falado, sobretudo na interpretação de Moullet... que articula o texto com uma voz que parece já envelhecida... como se houvesse sempre uma lição a ser tirada daí. O espectador fica então diante de algo bastante cotidiano, mas que é ao mesmo tempo conduzido de uma maneira interpeladora através da voz", escreveu Daney 2.

Já "A Gênese de uma Refeição" vai mais fundo nos questionamentos sociais, políticos e metalingüísticos. Moullet parte em expedição à África e à América Latina para investigar como são produzidos os alimentos que chegaram à sua mesa no almoço daquele dia. Com esse ponto de partida, que lembra alguns filmes do movimento Kino-Pravda, de Dziga Vertov, Moullet mostra como os trabalhadores africanos e latino-americanos recebem menos e têm condições de trabalho mais duras do que os trabalhadores europeus; como a inflação e os atravessadores aumentam consideravelmente os preços dos produtos industrializados; e como os operários e agricultores são o elo mais fraco do sistema de produção.

Não são conclusões que possam surpreender um militante da esquerda, mas Moullet conduz seu "documentário" de maneira bastante pessoal, usando o próprio corpo (e o da sua atriz principal) como meios de expressão. Sua presença física marca a construção da narrativa, individualizando a obra e a impedindo de ser rotulada em qualquer gênero cinematográfico. Segundo o crítico Fabrice Revault d´Allones, o diretor adota um olhar clínico sobre o real 3, até o ponto de discutir como o cinema (e mais especificamente o seu filme) se insere perfeitamente na lógica comercial. Para o crítico Serge Le Peron, trata-se de um verdadeiro filme de agitação 4.

Em outro "road movie a pé", "Uma Aventura de Billy the Kid" (1971), Moullet não só parodia o gênero mais tradicional do cinema americano, o western, como também o leva para dentro da forma européia de fazer cinema. O filme se insere ainda mais no universo nouvelle-vaguiano por ter sido estrelado por Jean-Pierre Léaud, intérprete-símbolo de Truffaut.

Com esse filme, Moullet pôde pôr em prática um paradoxo que parece inerente ao seu cinema (e também ao dos seus colegas da Nouvelle Vague): como um diretor de cinema europeu, com um baixo orçamento, sendo um militante político, pode fazer um filme de gênero, como aqueles que floresceram no cinema americano? Ele também indaga sobre a razão de o western fascinar até mesmo diretores que estão geográfica e culturalmente bem distantes do universo simbólico que o gênero retrata.

A preocupação com o western reaparece em "A Girl is a Gun" (o filme tem título em inglês), em que Moullet cria um estudo formal sobre como o gênero teria se desenvolvido caso tivesse nascido nas planícies do Luberon, região central da França, e não nos desertos do Arizona. Obviamente, a hipótese é absurda e ignora de propósito a dimensão histórica e ideológica do western, com sua função de representar a grandeza da nação americana no cinema, bem como a supremacia dos brancos sobre os nativos.

Parafraseando Lubitsch, Luc Moullet costuma dizer que "para saber filmar atores, é necessário saber filmar montanhas". E são esses dois elementos o centro nervoso de várias de suas ficções. "Eu sou um verdadeiro autista, me sinto perfeitamente bem nas montanhas ou nos desertos. Durante 15 dias atravessei o Colorado sem ter uma conversa com quem quer que seja, e os lugarejos me interessam sobretudo quando estão em ruínas", revelou Moullet num texto à revista "Cinéma" 5.

Em "Uma Aventura de Billy the Kid", Moullet deixa a paisagem tomar conta da sua mise en scène, e a suspensão da narrativa, uma das características mais marcantes do cinema moderno, acaba virando regra no filme. A errância, a predominância de planos abertos, em que o homem parece em desvantagem perante a natureza, são também elementos de "As Contrabandistas".

A caixa de DVDs de Luc Moullet se completa com uma nostálgica declaração de amor às salas de cinema. Em "Les Sièges de l´Alcazar", figuras míticas das salas escuras (a vendedora de balas, a bilheteira, o projecionista) se misturam a dois personagens criados a partir de exemplos opostos da cinefilia dos anos 60: as revistas rivais "Cahiers du Cinéma" e "Positif". Enquanto assiste a filmes de Visconti, Feuillade, Antonioni e Cottafavi, o crítico dos "Cahiers" se apaixona pela garota que faz crítica para a "Positif"", e os dois vivem um amor impossível em meio a ideologias díspares e preferências imutáveis que cercam cada uma das revistas.

Os filmes lançados em DVD, de difícil acesso mesmo na França, são uma boa introdução à obra do diretor, que está terminando seu novo trabalho, "Le Prestige de la Mort". Há mais de dez anos, Moullet alterna o trabalho de diretor com o de professor em escolas de cinema, como a Femis, e se mostra sempre atento a cinematografias do Terceiro Mundo ou de países periféricos. Entusiasta do cinema brasileiro, chegou a afirmar que o gaúcho Jorge Furtado seria o cineasta mais instigante do continente americano. Para quem vem de uma formação cinéfila ancorada no cinema hollywoodiano como Moullet, o elogio ganha ares de uma piscadela ideológica.

1 - Moullet é autor de "La Politique des Acteurs", análise sobre a interpretação e o trabalho do ator tendo por base 4 atores norte-americanos Gary Cooper, John Wayne, Cary Grant, James Stewart.

2 - S. Daney in "Entrevista com Luc Moullet", "Cahiers du Cinéma", nº 283, dezembro 77, p. 47.

3 - F. Revault d´Allones, "Luc Moullet, Comique Moderne", in "Luc Moullet, le Contrabandier", Paris, Cinémathèque Française, 1993, p. 7.

4 - S. Le Peron, "La Narration Genetico-Agitatoire de Luc Moullet", "Cahiers du Cinema", nº 299, abril 1979.

5 - L. Moullet, "Mes Paysages", "Cinéma" 10, outono 2005, p. 14.

 

(publicado pela revista digital Trópico, 24/4/2007)


 

sábado, 15 de janeiro de 2011

Na próxima semana, a TV Cultura reprisa VERMELHO COMO O CÉU (dia 19) e EM PARIS (dia 21) no programa da Mostra Internacional de Cinema

Na próxima semana, a TV Cultura reprisa VERMELHO COMO O CÉU (dia 19) e EM PARIS (dia 21) no programa da Mostra Internacional de Cinema

 

Exibição acontece toda quarta e quinta, às 22h, com apresentação de Leon Cakoff e Renata de Almeida.

 

Quarta-feira, dia 19, o crítico de cinema Rubens Ewald Filho comenta, com os apresentadores do programa, o filme Vermelho Como o Céu, de Cristiano Bortone.

Sexta-feira, dia 21, o crítico de cinema Thiago Stivaletti comenta, com os apresentadores do programa, o filme Em Paris, de Christophe Honoré.

O programa Mostra Internacional de Cinema na Cultura, com apresentação e curadoria de Leon Cakoff e Renata de Almeida, é uma opção para os cinéfilos que querem ver ou rever títulos exibidos no evento. A atração mostra produções do catálogo do festival, sendo, a maioria, elogiada pela crítica. Embora privilegie a exibição, a faixa cinematográfica conta com convidados no estúdio que podem ser, ou não, do ramo. A ideia é um descontraído bate papo nos primeiros minutos do programa sobre a produção do dia.

 

VERMELHO COMO O CÉU (Rosso Como iL Cielo)

Direção: Cristiano Bortone (Itália, 2006, 095 min)

Elenco:  Luca Capriotti, Patrizia La Fonte, Paolo Sassanelli.

Saga de um garoto cego durante os anos 70. Ele luta contra tudo e todos para alcançar seus sonhos e sua liberdade. Mirco é um jovem toscano de dez anos apaixonado por cinema, que perde a visão após um acidente. Uma vez que a escola pública não o aceitou como uma criança normal, é enviado para um instituto de deficientes visuais em Gênova. Lá, descobre um velho gravador e passa a criar histórias sonoras. Baseado na história real de Mirco Mencacci, um renomado editor de som da indústria cinematográfica italiana.

 

EM PARIS (Dans Paris)

Direção: Christophe Honoré (França/Portugal, 2006, 092 min)

Elenco:  Romain Duris, Louis Garrel e Alice Butaud

O filme acompanha a vida de dois irmãos ao longo de um dia. Paul está sofrendo pela perda de um intenso amor e mergulha em grande depressão. Ele muda-se para a casa de seu pai, onde também vive seu irmão mais novo, Jonathan, que tem uma existência aparentemente despreocupada com seus vários casos amorosos. 

 

 

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

PROGRAMAÇÃO DE 07 A 13 DE JANEIRO - Espaço Unibanco Miramar / Santos

Encaminhado por
Nair Lúcia de Britto

PROGRAMAÇÃO DE 07 A 13 DE JANEIRO - Espaço Unibanco Miramar / Santos


ESPAÇO UNIBANCO MIRAMAR
Av. Marechal Floriano Peixoto, 44 - Gonzaga – Santos / SP
 
Programação de 07 a 13 de janeiro de 2011
 
Novos valores de ingresso:
 
SEXTA A DOMINGO E FERIADO – R$14,00
QUARTA – R$11,00
QUINTA – R$8,00
SEGUNDA E TERÇA – R$12,00
 
 
CLUBE DO PROFESSOR
Gratuito para Professores
 
ALÉM DA VIDA
Direção: Clint Eastwood
Drama, 2010, 129 min, 12 anos
Distribuição: Warner
Data: 08/01 às 11h
Sala 1
 
SESSÃO POPULAR
Ingresso Promocional: R$ 5,00
 
DE PERNAS PRO AR
Direção: Roberto Santucci
Comédia, 2010, 97 min, 12 anos
Distribuição: Downtown
De 07 a 13/01 às 14h
Sala 3
 
Sala 1                   ALÉM DA VIDA (Hereafter) - ESTREIA
14h – 16h30 – 19h – 21h30
Direção: Clint Eastwood
EUA - 2010 – 129 min. - 12 anos
Gênero: Suspense
Distribuição: Warner Bros.
Elenco: Matt Damon, Cecile de France, Frankie McLaren e George McLaren
Sinopse:Três pessoas que são afetadas pela morte de maneiras diferentes. George é um operário norte-americano que tem uma conexão especial com o além. Em outro ponto do planeta, a jornalista francesa Marie acaba de passar por uma experiência de quase-morte que muda sua visão diante da vida. E, quando Marcus, um garoto londrino, perde uma pessoa muito próxima, ele começa uma procura desesperada por respostas. Enquanto cada um segue o caminho em busca da verdade, suas vidas se encontrarão e serão transformadas para sempre pelo que eles acreditam que possa existir, ou realmente exista - a vida após a morte.
 
                                   
Sala 2                      ENTRANDO NUMA FRIA MAIOR AINDA COM A FAMÍLIA (Little Fockers) - ESTREIA
14h40 – 17h – 19h20 – 21h40
Direção:Paul Weitz
EUA - 2010 – 98 min. - 12 anos
Gênero: Comédia
Distribuição: Paramount
Elenco: Robert De Niro, Jessica Alba, Ben Stiller e Barbra Streisand
Sinopse:Pam e Greg vivem felizes e um já conhece bem a família do outro. Mas não foi o suficiente. No aniversário dos gêmeos, Greg tem que provar ao sogro linha-dura, Jack , que ele é capaz de assumir a chefia desta família. E este momento põe Greg numa enrascada: ou ele prova para todos que vai assumir o lugar de Jack e conduzir a família ou quebra o círculo de confiança para sempre.
                                    
 
 
               
Sala 3                   DE PERNAS PRO AR
exibição digital:14h – 16h – 18h – 20h – 22h
Direção: Roberto Santucci
Brasil - 2010 – 97 min. - 14 anos
Gênero: Comédia
Distribuição: Downtown Filmes
 

FW: [Posto 4] CINE ARTE POSTO 4 - DE 7 A 13 DE JANEIRO DE 2011 - OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES

Encaminhado por
Nair Lúcia de Britto 
 


De 7 a 13 de Janeiro
"Os Homens Que Não Amavam As Mulheres"
(Män Som Hatar Kvinnor)
Dinamarca, Alemanha, Suécia / 2009/ 152 minutos / cor /  35mm
Gênero - Suspense
Direção – Niels Arden Oplev
Elenco - Michael Nyqvist, Noomi Rapace, Lena Endre, Peter Haber.
Inadequado para menores de 16 anos

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Harriet Vanger (Ewa Fröling) desapareceu há 36 anos, sem deixar pistas, na ilha de Hedeby. O local é de propriedade quase exclusiva da família Vanger, que o torna inacessível para a grande maioria das pessoas. A polícia jamais conseguiu descobrir o que aconteceu com a jovem, que tinha 16 anos na época do sumiço. Mesmo após tanto tempo, seu tio ainda está à procura de Harriet. Ele resolve contratar Mikael Bomkvist (Michael Nyqvist), um jornalista investigativo que trabalha na revista Millennium. Mikael não está em um bom momento, pois enfrenta um processo por calúnia e difamação. Ele aceita o trabalho, recebendo a ajuda de Lisbeth Salander (Noomi Rapace), uma investigadora particular incontrolável e anti social.

Sessões 16:00  e 20:00 horas



CRÍTICA - CELSO SABADIN - CINECLICK

Num primeiro momento, a simples menção de que um filme é co-produzido por Suécia, Dinamarca, Alemanha e Noruega pode provocar no imaginário coletivo a ideia de que se trata de uma produção lenta, talvez fria, provavelmente arrastada. Se este for seu caso, pode deixar o preconceito de lado: Os Homens que Não Amavam as Mulheres é um drama policial investigativo com mais sabor de cinema americano que propriamente de europeu.

Baseado no best seller homônimo de Stieg Larsson, o filme tem como personagem principal o jornalista investigativo Mikael, contratado pelo poderoso magnata Henrik para uma missão, no mínimo, curiosa: descobrir o paradeiro de sua sobrinha Harriet, desaparecida, talvez morta, em 1966. O milionário tem razões para acreditar que foi alguém de sua própria família - cruel e numerosa - o causador do desaparecimento da (então) garota. Caberá a Mikael descobrir quem, como e por quê. Pelo caminho, o jornalista passará a contar com a colaboração da estranha e violenta Lisbeth, uma bela garota também com segredos a esconder.

Como entretenimento, Os Homens que Não Amavam as Mulheres funciona. Há um certo clima de mistério sublinhado pelas gélidas e nebulosas paisagens suecas. Há um subtexto intrigante que remonta ao nazismo da Segunda Guerra, embora alguns momentos de violência sexual cheguem a perturbar.

Para apreciar melhor o filme, porém, é preciso fazer vistas grossas em alguns momentos, e baixar um pouquinho a bola do senso crítico: incomoda um pouco, por exemplo, a total facilidade com que os investigadores encontram registros policiais fartamente disponíveis (e em perfeito estado de conservação) de casos ocorridos há meio século. Mas são detalhes. Provavelmente os arquivos policiais suecos sejam bem mais organizados e limpos que os nossos. De uma maneira geral, são duas horas e meia que fluem com facilidade.

O roteiro bebe nos clichês do gênero policial sacramentado pelo cinema americano, com direito a uma dupla improvável de protagonistas/antagonistas que acabam se aproximando no final, quantidades industriais de informações disponíveis pela internet em rápidos segundos, e flashbacks explicativos de comportamentos doentios. Há até uma rápida perseguição automobilística no final... mas bem rápida... São cânones que aproximam esta produção europeia dos desgastados padrões norte-americanos, com leves delizes aqui e ali, mas sem se render totalmente ao puramente convencional. Ou seja: um filme com pretensões comerciais, sim, mas sem perder a dignidade narrativa.

Curiosidade: o autor do livro, assim, como o personagem principal do filme, também é um jornalista dono de uma revista, processado por um empresário.



quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Sabina Escola Parque do Conhecimento tem programação especial de férias

Local tem visitação do público geral durante período de férias escolares

 

A Sabina Escola Parque do Conhecimento, em Santo André, com atrações como os pinguins e dinossauros, simuladores e experimentos científicos está aberta à visitação do público em geral, durante todo o período de férias escolares. Durante as aulas, o local funciona com agendamentos de escolas nos dias da semana e é aberto ao público em geral aos finais de semana.

 

A programação está repleta de  atividades para entreter a garotada no período de férias. Entre  elas, os visitantes podem assistir ao teatro de fantoches de animais marinhos e participar da oficina de origami, pipa, pintura de rosto e escultura de bexiga. Monitores caracterizados de personagens infantis divertem mais as crianças aos finais de semana.

 

Vale lembrar que a Sabina não abre às segundas-feiras.  

 

Veja abaixo a programação completa:

 

Teatro de fantoches de animais marinhos - até 10 de fevereiro 

Diariamente

Horários: às 10h e  às14h

 

Sombras da Sabina  (mímica) -  até 7 de fevereiro

Todos os finais de semana

Sem horário definido

 

Oficina de origami  - até 7 de fevereiro

Todos os finais de semana 

Horários: às 9h e às16h

 

Oficina de pipa  - até 7 de fevereiro

Todos os finais de semana

Horário: às 14h

 

Oficina de escultura de bexiga  - até  10 de fevereiro

Diariamente 

Horário: de acordo com a chegada do público

 

Oficina de pintura de rosto  - até 10 de fevereiro 

Diariamente 

Horário: de acordo com a chegada do público

 

Oficina sobre fósseis   - até 7 de fevereiro

Aos finais de semana

Horários: às 11 h e às 16h

 

Oficina de bijuteria  - até 7 de fevereiro 

Aos finais de semana

Horários: às 9h e às 13h30

 

Representação de lançamento de foguete feito com material reciclável - até 7 de fevereiro

Aos finais de semana

Horário: de acordo com a chegada do público

 

Atividades de educação para mobilidade  (noções de comportamento seguro no trânsito) – até 4 de fevereiro

Terças e quintas

Horário: pela manhã e à tarde, de acordo com a chegada do público

 

Em todos os finais de semana haverá monitores caracterizados de personagens infantis.

 

Foto anexa

LivroVivo, foto por Júlio Bastos - PSA.129

Legenda: Dinossauros são algumas das atrações mais visitadas na Sabina Escola Parque do Conhecimento

Crédito: Júlio Bastos/PSA

 

Serviço

Sabina Escola Parque do Conhecimento de Santo André
Endereço: Rua Juquiá, s/nº, bairro Paraíso (entrada na altura do nº 135)

Ingressos: Grátis para alunos e professores das escolas municipais de Santo André, para crianças menores de 5 anos e pessoas com deficiência. Demais visitantes: R$ 10, com meia entrada para estudantes, professores, servidores públicos andreenses, aposentados e idosos acima de 65 anos.
Horário de funcionamento: das 9 h às 17h, com fechamento da bilheteria às 16h

Informações: (11) 4422-2001