quarta-feira, 18 de junho de 2014

Estudos no Laboratório de Musicalização da UFSCar analisam os benefícios da aquisição da linguagem


Podem participar da pesquisa crianças de 4 a 6 anos de idade, que apresentem transtornos ou alterações na aquisição da linguagem

Crianças com idade entre 4 e 6 anos de idade, que apresentem transtornos ou alterações na aquisição da linguagem, podem participar de pesquisa desenvolvida no Laboratório de Musicalização do Departamento de Artes e Comunicação (DAC) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). O estudo analisa os benefícios da Musicoterapia no desenvolvimento da comunicação verbal e não verbal de crianças com dificuldades no domínio das habilidades de fala e escuta.
 
O estudo parte do pressuposto que a música pode estimular as habilidades cognitivas, a percepção sonora e a reprodução de ritmos, a expressão de emoções, a criatividade, a sociabilidade. A pesquisa é realizada por Josiane Covre, mestranda em Música no Programa de Pós-Graduação da Escola de Música e Artes Cênicas da Universidade Federal de Goias (UFG) e servidora técnico-administrativa do DAC, e faz parte das atividades de seu curso de mestrado, realizado na  Escola de Música e Artes Cênicas da UFG, sob orientação da docente Claudia Zanini.
Segundo Covre, existem processos neurofuncionais comuns nos processos de expressão e compreensão musical e da linguagem como o compartilhamento de estruturas sensoriais, receptivas e de processamento auditivo, além da atenção, memória e organização temporal e motora. "A musicoterapia tem sido amplamente utilizada no tratamento de afasias e transtornos de linguagem ocasionados por demências senis, proporcionando o restabelecimento e/ou manutenção da comunicação dessas pessoas tanto durante as sessões como também fora delas. Sua utilização com pessoas com autismo é amplamente descrita na literatura da área sendo claras as evidências de melhora na comunicação verbal e não verbal dessas pessoas", explica a pesquisadora. Além de contribuir para a melhora dos processos cognitivos, ela salienta que a musicoterapia também é uma importante ferramenta para a reabilitação da saúde de pacientes e inclusão social, por exemplo.

Os atendimentos às crianças interessadas serão realizados no Laboratório de Musicalização e serão gratuitos. As intervenções musicoterapêuticas serão realizadas em um período de seis meses, incluindo as avaliações iniciais e finais, bem como uma devolutiva para os responsáveis. As sessões ocorrerão semanalmente, em dias e horários a serem combinados. Todos os encontros terão duração entre 45 e 60 minutos e serão realizados coletivamente, em grupo de aproximadamente seis participantes, na etapa de intervenções. As etapas de avaliações serão realizadas individualmente. Durante os encontros serão utilizadas as técnicas musicoterapêuticas de re-criação musical e a improvisação musical. "Estas técnicas foram escolhidas em virtude da faixa etária dos sujeitos da pesquisa e por acreditar-se que, através da utilização das mesmas, possa-se alcançar os objetivos estabelecidos para o trabalho musicoterapêutico", salienta Covre.
Os interessados em participar da pesquisa podem entrar em contato pelos telefones (16) 3415-5713 e 99796-0144 ou pelo email josianecovre@gmail.com, que também estão disponíveis para outras informações.


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